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Q3947954 Patologia
Em relação às características histopatológicas e moleculares dos carcinomas de pulmão, assinale a alternativa correta. 
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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A questão exige correlacionar morfologia e perfil molecular dos carcinomas pulmonares; a alternativa B é a única compatível com o conhecimento anatomopatológico consolidado, ao contrário das demais, que contradizem critérios básicos de diagnóstico e imunofenótipo.

Tema central: Carcinomas pulmonares
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque atribui ao carcinoma espinocelular um perfil molecular que é classicamente do adenocarcinoma pulmonar. Mutações ativadoras em EGFR não são associação frequente do carcinoma espinocelular clássico; o erro é de correlação entre subtipo histológico e mutação driver.
B
Certa
O adenocarcinoma pulmonar não mucinoso pode apresentar crescimento lepídico, que é um padrão clássico desse grupo, com proliferação ao longo de septos alveolares preservados. Além disso, adenocarcinomas pulmonares frequentemente concentram alterações moleculares driver como EGFR ou KRAS, variando conforme subtipo e contexto. A alternativa B é a única que mantém coerência simultânea entre morfologia e biologia molecular reconhecidas para esse subtipo.
C
Errada
Está errada porque a queratinização não inviabiliza o diagnóstico de carcinoma espinocelular; ela o favorece. Queratinização e pontes intercelulares são critérios de diferenciação escamosa e sustentam o diagnóstico anatomopatológico desse subtipo.
D
Errada
Está errada porque transforma o TTF-1 em critério obrigatório de forma invertida. Nos adenocarcinomas não mucinosos, o TTF-1 é frequentemente expresso, mas não de modo universal; sua ausência não exclui o diagnóstico, e muito menos constitui característica típica e obrigatória.
E
Errada
Está errada porque opõe falsamente morfologia e imunohistoquímica. A distinção entre adenocarcinoma e carcinoma espinocelular é de fato prioritariamente morfológica quando possível, mas a imunohistoquímica é útil e empregada na subclassificação, sobretudo em tumores pouco diferenciados ou biópsias pequenas; portanto, não é desaconselhada.
Pegadinha da questão
A banca misturou perfis morfológicos e moleculares entre adenocarcinoma e carcinoma espinocelular e usou termos absolutos como "obrigatória" e "desaconselhada" para induzir erro em TTF-1 e imunohistoquímica.
Dica para questões semelhantes
  • Associe padrão lepídico primeiro a adenocarcinoma pulmonar, especialmente no espectro não mucinoso.
  • Não transfira EGFR e KRAS para carcinoma espinocelular clássico sem base histológica compatível.
  • Queratinização é argumento a favor de diferenciação escamosa, não critério de exclusão.
  • Em pulmão, TTF-1 e imunohistoquímica ajudam na subclassificação, mas não devem ser tratados como absolutos.

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