Puérpera, 23 anos, apresenta quadro agudo de febre, cefaleia...

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Ano: 2012 Banca: UFPB Órgão: UFPB Prova: UFPB - 2012 - UFPB - Médico - Infectologista |
Q378132 Medicina
Puérpera, 23 anos, apresenta quadro agudo de febre, cefaleia e mialgias há 3 dias. Chega à sala vermelha de um pronto socorro com sudorese fria, cianose de extremidades, taquicardia, turgência de jugulares, hipotensão arterial, prova do laço positiva, bulhas cardíacas abafadas. Exames laboratoriais com hematócrito de 46%; albumina 2,3Mg/dL; plaquetas de 120.000/mm3 . Ecocardiograma demonstrando derrame pericárdico com tamponamento cardíaco. Diante do quadro e na suspeita de Dengue, julgue as assertivas abaixo:

O Ministério da Saúde do Brasil recomenda o uso de gamaglobulina hiperimune para extensos derrames cavitários com evolução para choque.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E (Errado)

Tema central: O manejo de dengue grave com extravasamento plasmático e presença de derrames cavitários (incluindo tamponamento cardíaco) jamais inclui, nas recomendações do Ministério da Saúde, o uso de gamaglobulina hiperimune.

Justificativa e raciocínio clínico: Em casos graves de dengue, o tratamento principal é reposicionamento volêmico associado ao monitoramento clínico rigoroso. Segundo o manual “Dengue: diagnóstico e manejo clínico: adulto e criança” do Ministério da Saúde, “O uso de gamaglobulina hiperimune não é recomendado no manejo da dengue, mesmo em casos com derrames cavitários extensos e choque.”

Isso ocorre porque a fisiopatologia da dengue grave está relacionada ao extravasamento plasmático, originando hipóvolemia e choque, o que exige correção rápida da volemia por meio de soluções cristaloides (ex: soro fisiológico, Ringer lactato).

Análise da alternativa incorreta: A assertiva está errada porque implica em um tratamento não recomendado, sem respaldo em diretrizes brasileiras ou internacionais (World Health Organization, CDC). A gamaglobulina hiperimune não tem papel terapêutico neste contexto clínico.

Dicas para provas:
Fique atento a expressões como “recomenda o uso”. Nas questões de infectologia, frequentemente se pergunta sobre condutas não indicadas.
Diagnóstico diferencial: Tamponamento cardíaco é raro, mas pode acontecer em dengue grave devido a extravasamento capilar. O tratamento é suporte hemodinâmico e punção pericárdica, se necessário, nunca imunoterapia passiva.

Evidências científicas e diretrizes: Como reforçado pelo Harrison’s Principles of Internal Medicine e pelo PCDT/MS, a hidratação venosa guiada é a base do manejo da dengue com risco vital.

Lembre: Em concursos, respostas fundamentadas nas recomendações oficiais são mais seguras. O uso de gamaglobulina em dengue é um erro conceitual!

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