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Q3412827 Veterinária
A preparação adequada do centro cirúrgico e do paciente é fundamental para a prevenção de infecções. Sobre os procedimentos pré-operatórios, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas

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Tema central: medidas pré-operatórias de biossegurança em cirurgia veterinária para reduzir infecções do sítio cirúrgico (ISC). Envolve preparo do paciente, equipe, instrumental e ambiente, conforme diretrizes OMS/WHO (2016), CDC (2017), AAHA/AVMA (Infecção e Biossegurança, 2018) e textos como Fossum – Cirurgia de Pequenos Animais.

Alternativa correta: EO posicionamento do animal deve garantir acesso adequado ao campo operatório, mantendo via aérea, ventilação, perfusão e proteção de pontos de pressão e nervos. Isso facilita antissepsia, colocação de campos, ergonomia do cirurgião e reduz tempo operatório e contaminação. Referências: WHO/CDC (preparo do paciente) e AVMA/AAHA (práticas de assepsia e posicionamento).

Por que as demais estão incorretas?

  • A – Tricotomia (“clipping”) não deve ser feita na mesa do centro cirúrgico. O correto é realizar imediatamente antes da antissepsia, preferencialmente com tricotomizador elétrico, em área de preparo, para evitar dispersão de pelos no campo e na sala (WHO 2016; AAHA 2018). Pode ser após indução, mas fora da mesa do CC.
  • B – Limpeza de instrumentais exige detergente enzimático ou neutro, fricção/escovação e fluxo controlado, removendo matéria orgânica antes da esterilização. Água corrente sozinha não remove biofilme nem proteína seca, comprometendo a esterilização (AAMI ST79; AAHA 2018).
  • C – Paramentação correta inclui: pijama privativo, touca, máscara, propés conforme protocolo, avental/gown estéril e calçados fechados exclusvos. Jaleco de algodão e sandálias abertas violam barreiras de proteção e controle de partículas (CDC/AAHA/AVMA).
  • D – Autoclave (vapor sob pressão, alta temperatura) é para materiais termorresistentes. Termossensíveis requerem baixa temperatura (óxido de etileno, peróxido de hidrogênio/plasma, formaldeído) ou desinfecção esterilizante química quando aplicável (WHO; AAMI). Logo, a assertiva é conceitualmente invertida.

Estratégia de prova:

  • Associe tricotomia a “antes da antissepsia e fora da sala”.
  • Lembre que autoclave ≠ termossensível.
  • “Paramentação” implica barreiras fechadas e gown estéril, nunca jaleco de algodão/sandálias.
  • Instrumental: detergente enzimático + limpeza mecânica antes da esterilização.
  • Posicionamento correto melhora acesso, reduz tempo e risco de ISC.

Referências essenciais: WHO Global Guidelines for SSI Prevention (2016); CDC Guideline for the Prevention of SSI (2017); AAHA Infection Control, Prevention, and Biosecurity Guidelines (2018); AAMI ST79; Fossum TW. Small Animal Surgery.

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