¿Cuál de las siguientes opciones interpreta con mayor profu...
Texto II para responder la cuestion
"La memoria no es un espejo, sino un artesano. Reconstruye el pasado con los materiales del presente y las expectativas del futuro. No recuerda lo que fue, sino lo que necesita que haya sido. Por eso, la historia es siempre una negociación entre el ayer y el hoy, un pacto inestable entre lo que creemos recordar y lo que nos conviene recordar. En este sentido, el olvido no es la ausencia de memoria, sino su sombra, su reverso necesario. Olvidamos para poder recordar, para poder construir un relato coherente y funcional de nosotros mismos y de nuestro mundo. El olvido no borra, selecciona, poda, edita. Es el cincel del artesano de la memoria"
(Adaptado de Bertolt Brecht).
Gabarito comentado
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Alternativa correta: B
Tema central: A questão exige a interpretação da relação entre memória e olvido (esquecimento) conforme apresentada em um texto literário adaptado. Esse tema é relevante porque aparece frequentemente em provas de interpretação textual, cobrando do candidato a capacidade de compreender nuances, metáforas e relações conceituais.
Resumo teórico: De acordo com o texto, memória não é um registro fiel do passado, mas um processo ativo de reconstrução, influenciado pelo presente e pelas expectativas do futuro. O olvido não é simplesmente ausência da memória, mas parte integrante dela: atua como um filtro, selecionando o que permanece e o que é deixado de lado, permitindo assim que possamos construir uma versão coerente da história. Essa visão dialoga com teorias da psicologia e da história que afirmam ser a memória um fenômeno dinâmico e subjetivo (cf. Paul Ricoeur, "La memoria, la historia, el olvido", 2000).
Justificativa da alternativa B: A alternativa B expressa com precisão a ideia de que memória e olvido são interdependentes, funcionando juntos para organizar nosso entendimento do passado. O texto afirma que o olvido "seleciona, poda, edita", ou seja, o esquecimento não apaga, mas ajuda a memória a construir sentidos úteis e coerentes. Assim, a história é vista como uma interpretação — e não uma simples cópia — dos fatos passados, alinhando-se exatamente ao conteúdo da alternativa B.
Análise das alternativas incorretas:
A - Equivoca-se ao tratar memória e olvido como opostos absolutos, além de sugerir que a história é pura manipulação, o que não corresponde à visão do texto, que destaca a negociação e a reconstrução criativa da memória.
C - Considera a memória um reflexo fiel e o olvido como um mero obstáculo, o que contradiz diretamente o texto, que apresenta ambos como elementos necessários e complementares na construção da história pessoal e coletiva.
D - Atribui o caráter individual à memória e o coletivo ao olvido, além de tratar a história como imposição. O texto, no entanto, não faz essa separação rígida, e sim fala do funcionamento conjunto da memória e do esquecimento.
Estratégia de interpretação: Sempre que o texto traz metáforas (como “memória é um artesão”) ou afirmações sobre processos mentais, busque identificar se há oposição, complementaridade ou influência mútua entre os conceitos. Desconfie de alternativas extremas ou que simplificam demais as relações apresentadas.
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