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Q3874352 Banco de Dados
O programador Miguel está implementando uma rotina de extração de dados de diversos bancos de dados, realizando a integração e transformação desses dados para serem carregados em um ambiente analítico. Miguel observou que a chave que identifica a entidade “Processo Judicial” é implementada de diferentes formas em cada banco de dados, por exemplo: ID_P, IDPROC e P_JUD_NUM. Para resolver o problema utilizando uma chave artificial, sem significado, que identifique unicamente os processos independentemente da sua origem, Miguel deve definir uma chave:
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A expressão “chave artificial, sem significado” é o critério decisivo do enunciado e corresponde à chave surrogada.

Tema central: chave surrogada
Análise das alternativas
A
Errada
Textual não nomeia uma categoria conceitual de chave para resolver heterogeneidade entre sistemas; no máximo, descreve o formato ou a representação do valor.
B
Errada
Chave composta é a formada por mais de um atributo. Isso não a torna artificial nem sem significado de negócio.
C
Errada
Chave temporal se relaciona a tempo, versões ou períodos. Esse conceito não corresponde a um identificador artificial neutro.
D
Certa
A alternativa D está certa porque chave surrogada é, em modelagem de dados e ambiente analítico, a chave artificial criada sem significado de negócio apenas para identificar unicamente um registro ou entidade.
E
Errada
Chave estrangeira tem função referencial: apontar para a chave de outra tabela e manter relacionamentos. Ela não substitui chaves operacionais por um identificador artificial da própria entidade.
Pegadinha da questão
A confusão explorada é trocar o conceito técnico pedido pela expressão “artificial, sem significado” por características que não resolvem esse ponto, como formato do valor (textual) ou composição de atributos (composta).
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado destacar “artificial” e “sem significado de negócio”, procure o conceito de chave surrogada.
  • Em questões de integração de múltiplas origens, diferencie identificador conceitual da entidade de formato físico do valor da chave.
  • Não confunda quantidade de atributos da chave com sua natureza: composta trata de estrutura; surrogada trata de artificialidade sem semântica de negócio.
  • Separe função identificadora de função referencial: chave surrogada identifica a entidade; chave estrangeira referencia outra tabela.

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Comentários

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Chave surrogada → é gerada artificialmente durante o processo de ETL (Extract, Transform, Load), garantindo que cada entrada no Data Mart tenha um identificador único e consistente, sem depender das chaves originais das fontes de dados.

Gabarito: letra D.

  • Por que a D está correta? Uma chave surrogada (surrogate key ou chave substituta) é um conceito fundamental em modelagem de dados e ambientes analíticos (como Data Warehouses e processos de ETL). Trata-se de uma chave artificial, geralmente numérica e sequencial, que não possui significado de negócio próprio. Ela é criada especificamente para identificar unicamente um registro de forma global, sendo perfeita para cenários de integração onde diferentes sistemas de origem utilizam chaves naturais distintas ou conflitantes (como , e ).

  • A (textual): Refere-se apenas ao tipo de dado (texto/string). Chaves textuais não resolvem nativamente o problema de unificação de chaves analíticas e costumam ter pior desempenho em indexação se comparadas a chaves numéricas artificiais.
  • B (composta): É uma chave formada pela união de duas ou mais colunas de uma tabela. No caso de Miguel, usar uma chave composta unindo as chaves de origem manteria a dependência dos sistemas originais, indo contra o objetivo de criar uma chave única e sem significado técnico direto das origens.
  • C (temporal): É uma chave associada a um período de tempo ou versão do dado (muito usada em tabelas do tipo Slowly Changing Dimensions), mas não é o termo que define a chave artificial substituta e unificadora de origens heterogêneas.
  • E (estrangeira): É uma coluna (ou conjunto de colunas) que estabelece uma relação entre duas tabelas (apontando para a chave primária de outra tabela). Ela serve para garantir a integridade referencial, e não para substituir chaves de origens distintas em uma carga analítica.
  • ?

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