Os acidentes com animais venenosos e peçonhentos contribuem...
(I) Em animais intoxicados, o sistema nervoso autônomo simpático é estimulado pela adrenalina e derivados contidos no veneno, o que resulta em vasoconstrição visceral, efeitos inotrópicos e cronotrópicos cardíacos, broncodilatação e vasodilatação muscular por ações agonistas em receptores α 1, β1 e β2.
(II) No atendimento emergencial do animal intoxicado a lavagem da cavidade oral com água e gaze pode contribuir com a redução da absorção da toxina presente no veneno, pois a mucosa não possui extrato córneo, o que acarreta rápida absorção da toxina pelo organismo.
(III) Os efeitos cardiotóxicos do veneno são em decorrência da ação das bufotoxinas e bufadienolídeos. Ao inibirem a bomba de sódio e potássio, aumenta-se sua concentração intracelular, assim como a concentração de cálcio, aumentando a força de contração potencializada pela ação da adrenalina e noradrenalina em receptores β 1. Essa conjuntura torna o cenário cardíaco suscetível a disparos ectópicos ventriculares e, por conseguinte, contração ventricular prematura, predispondo os pacientes intoxicados a taquicardias ventriculares ou fibrilação atrial.
(IV) A aplicação de anti-histamínico e corticoides, como a dexametasona, não são indicados na redução do edema perivascular cerebral e nos efeitos da bufotoxina na mucosa oral.