Paciente sexo masculino, chega em consulta ambulatorial com...
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Tema central da questão: O caso aborda um típico quadro de doença valvar reumática com foco em avaliação de sopro cardíaco no exame físico. O domínio auscultatório, correlacionando o som do sopro à valva e à doença de base, é essencial ao cardiologista.
Análise clínica e justificativa da alternativa correta ("E. Estenose mitral"):
O quadro sugere estenose mitral, uma sequela comum da febre reumática. Os pontos-chave para identificar essa lesão são:
- Sopro meso e telediastólico: tem início após o estalido de abertura, prolongando-se até o final da diástole. É típico do fluxo turbulento em válvula mitral estenosada.
- Baixa frequência: o chamado “ruflar diastólico”, melhor auscultado com a campânula do estetoscópio.
- Estalido de abertura: sinal de válvula mitral flexível, mas estenosada, precedendo o sopro.
- Localização: foco mitral (linha médio-clavicular, geralmente 5º espaço intercostal, mas pode ser auscultado em áreas adjacentes – atenção à pegadinha quanto ao espaço intercostal informado).
- Intensificação em decúbito lateral esquerdo: aproxima o ápice da parede torácica, facilitando a ausculta do sopro mitral.
Segundo as Diretrizes Brasileiras de Valvopatias – 2020: “O sopro diastólico, baixo, ruflar, com estalido de abertura, é característico da estenose mitral reumática…” (seção Estenose Mitral).
Análise crítica das alternativas incorretas:
- A) Insuficiência mitral: produz sopro holossistólico (não diastólico), geralmente no foco mitral.
- B) Insuficiência aórtica: gera sopro diastólico (mas aspirativo, em foco aórtico ou paraesternal esquerdo, alta frequência), não meso/telediastólico ruflante.
- C) Estenose aórtica: seu sopro é sistólico, de ejeção, audível em foco aórtico, irradia para carótidas.
- D) Estenose pulmonar: sopro sistólico, audível no foco pulmonar, não associado a estalido de abertura nem à posição.
Dica para provas: Atenção ao momento do ciclo cardíaco (sístole X diástole) e à localização do sopro. Além disso, pegadinhas comuns incluem trocar sístole por diástole ou inverter o lado de ausculta.
Evidências e protocolos: Harrison’s (20ª ed.) e UpToDate ressaltam que “o estalido de abertura seguido de ruflar diastólico é clássico da estenose mitral, especialmente em etiologia reumática”.
Conclusão: Os achados apontam para estenose mitral reumática, sendo a única alternativa compatível com o quadro clínico e auscultatório.
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