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Tema central: A questão aborda dissecção aórtica aguda, uma emergência cardiovascular caracterizada por dor torácica súbita e intensa, frequentemente associada à hipertensão, sopro aórtico, pulsos assimétricos e, ao exame de imagem, identificação do flap intimal.
Alternativa correta: E – Tratamento inicial com betabloqueadores intravenosos
Segundo as principais diretrizes internacionais (ex: ESC Guidelines 2014 e UpToDate), o pilar do manejo da dissecção aórtica aguda é a redução imediata do estresse na parede aórtica. Isso se atinge com o controle rápido da pressão arterial e, principalmente, da frequência cardíaca (alvo: FC ≤ 60 bpm; PA sistólica: 100–120 mmHg). Os betabloqueadores IV (como esmolol e labetalol) promovem ambos os efeitos, reduzindo o risco de extensão da lesão e ruptura, além de evitar taquicardia reflexa induzida por outros anti-hipertensivos.
Justificativa baseada em literatura e normas: Conforme o Harrison’s Principles of Internal Medicine, “O uso inicial de betabloqueador IV é recomendação de classe I, devendo preceder qualquer vasodilatador, para evitar o aumento reflexo da frequência cardíaca”. O PCDT de Urgências Cardiovasculares do Ministério da Saúde (p. 31) enfatiza: “O controle da frequência cardíaca com betabloqueador intravenoso é fundamental e deve preceder a redução agressiva da pressão arterial.”
Análise das alternativas incorretas:
A) Anticoagulação é contraindicada, pois aumenta o risco de sangramento e piora do quadro, podendo levar à hemorragia fatal.
B) O nitroprussiato de sódio, apesar de potente anti-hipertensivo, nunca deve ser usado isoladamente devido à taquicardia reflexa, potencializando a progressão da dissecção. Deve ser associado após o bloqueio adrenérgico adequado.
C) Antiinflamatórios não esteroidais não são analgésicos adequados aqui. A escolha é a morfina, que controla eficientemente a dor intensa dessa emergência.
D) Apesar do controle de FC ser desejável, é insuficiente considerar apenas o alvo de frequência sem intervenção imediata e intravenosa, como exige a situação de dissecção aórtica aguda.
Dicas de prova: Fique atento ao termo “aguda” no enunciado, à recomendação de uso intravenoso e nunca marque anticoagulação em sangramentos ativos ou doenças da aorta!
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