Qual o ritmo apresentado no traçado eletrocardiográfico:
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Tema central: Esta questão aborda bloqueios atrioventriculares (BAV), especialmente o reconhecimento e diferenciação do BAV de 2º grau tipo Mobitz II, fundamentais para o atendimento cardiológico e urgências clínicas.
Justificativa da alternativa correta (D):
No BAV de 2º grau Mobitz II, há falha súbita na condução atrioventricular sem aumento progressivo do intervalo PR; simplesmente uma onda P não é seguida de QRS, de forma inesperada. Esse tipo de bloqueio está associado a maior risco de progressão para bloqueio total e costuma ocorrer em pacientes com doença estrutural no sistema de condução, como no histórico de infarto do miocárdio (fator presente nesta paciente). O quadro clínico que envolve bradicardia importante (38 bpm), hipotensão e sintomas de baixo débito reforça a gravidade desse bloqueio.
Segundo a Diretriz Brasileira de Dispositivos Cardíacos Eletrônicos Implantáveis (2023):
“BAV adquirido, de 2° grau Mobitz II, grau avançado ou de 3° grau não atribuíveis à causa reversível ou fisiológica, independentemente da ocorrência de sintomas.”
Ou seja, indicação de marcapasso definitivo é absoluta nessa situação, dada a gravidade e riscos.
Análise crítica das alternativas incorretas:
- A) Bradicardia sinusal: O ritmo é sinusal, mas não há bloqueio na condução AV. O caso sugere bloqueio, não apenas lentificação do ritmo sinusal.
- B) BAV de 1º grau: Caracteriza-se por PR prolongado e constante, mas sem falhas de condução (todas as ondas P são conduzidas). Geralmente não causa sintomas importantes.
- C) BAV de 2º grau, Mobitz I: Ocorre prolongamento progressivo do PR até falha; costuma ser menos grave e associado a vagotonia, não a doenças estruturais.
- E) BAV total: Há dissociação AV completa com ritmos de escape e há mais sintomas críticos.
Orientações para provas: O detalhe-chave é reconhecer, no enunciado, a ausência de PR progressivo e o contexto de doença cardíaca prévia. Sintomas de baixo débito e bradicardia em pacientes cardiopatas sempre exigem olhar atento para BAVs altos.
Obras de referência: Harrison’s – Princípios de Medicina Interna e as Diretrizes da SBC e do Ministério da Saúde detalham as apresentações e abordagens corretas.
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