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Tema central da questão: Identificação de arritmias atriais pelo eletrocardiograma (ECG) — competência fundamental em cardiologia, especialmente na emergência. Dominar as características do flutter atrial e diferenciá-lo de outras taquiarritmias é essencial para correta conduta clínica.
Justificativa da alternativa correta (B – Flutter atrial):
Segundo as Diretrizes para Avaliação e Tratamento de Pacientes com Arritmias Cardíacas da SOBRAC, “O flutter atrial apresenta características eletrocardiográficas típicas (...) pela frequência atrial, caracteristicamente em torno de 300 bpm (...). No flutter atrial há uma frente de onda de ativação atrial que circunda regularmente o anel da valva tricúspide (...).” (SOBRAC, 2023)
No ECG, o flutter é reconhecido pelo padrão de ondas em "dente de serra", mais evidente nas derivações DII, DIII e aVF, sem linha isoelétrica entre elas e com ritmo atrial regular. A frequência ventricular depende do grau de bloqueio AV (frequente 2:1, com FC em torno de 150 bpm).
Análise das alternativas incorretas:
A) Fibrilação atrial: Não exibe ondas em dente de serra. O traçado é totalmente irregular, sem ondas P discerníveis, com ritmo ventricular irregular. O PCDT de Arritmias do Ministério da Saúde reforça: “ECG mostra atividade atrial caótica, sem padrão regular.”
C) Taquicardia supraventricular: Abrange várias arritmias (ex: reentrada nodal, taquicardia atrial), geralmente QRS estreito e ritmo regular, porém sem o padrão em dente de serra.
D) Torsades de pointes: Taquicardia ventricular polimórfica relacionada à prolongamento do QT. No ECG, há complexos QRS de morfologia variável, em “torção dos pontos”, padrão totalmente diferente do flutter.
E) Taquicardia ventricular: Ritmo largo, regular, origem ventricular, ausência de ondas em serrilha; predomina QRS alargado e dissociação AV.
Estratégia para a prova: Busque padrões electrocardiográficos-chave: o dente de serra indica fortemente flutter; a irregularidade e ausência de ondas P sugerem fibrilação; complexos bizarros e largos direcionam para arritmias ventriculares. Palavras como “frequência regular” e “derivações inferiores” são indícios importantes.
Resumo: O padrão de ondas em dente de serra, regularidade atrial e ausência de linha isoelétrica garantem o diagnóstico de flutter atrial, como corrobora a diretriz da SOBRAC.
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