A ______________________ se caracteriza por luxação da cabe...

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Q3410454 Medicina
A ______________________ se caracteriza por luxação da cabeça do rádio, que lesa a articulação rádio-ulnar proximal, associada à fratura da diáfise da ulna. Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do enunciado.
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Tema central: fraturas-luxações do antebraço que combinam fratura diafisária com luxação articular. O ponto-chave para acertar é reconhecer qual osso fratura e qual articulação luxa.

Alternativa correta: A – Fratura-luxação de Monteggia

Nessa entidade ocorre fratura da diáfise da ulna associada à luxação da cabeça do rádio, comprometendo a articulação rádio-ulnar proximal e a radiocapitellar. Dica de imagem: em radiografias, a linha radiocapitellar deve sempre cruzar o capitelo em qualquer projeção; se não o fizer, pense em luxação da cabeça do rádio. Classificação de Bado (I–IV) guia direção da luxação e padrão da fratura. Complicação frequente: neuropraxia do nervo interósseo posterior (ramo do radial). Conduta em adultos: redução anatômica e fixação da ulna (ORIF); ao restaurar o comprimento/alinhamento ulnar, a cabeça do rádio geralmente reduz-se. Em crianças, pode haver redução fechada e imobilização se estável. Fontes: Rockwood & Green’s Fractures in Adults; UpToDate (Monteggia fracture-dislocations).

Estratégia de prova: memorize MU–GR (Monteggia = Ulna fraturada + luxação da cabeça do Rádio; Galeazzi = Rádio fraturado + lesão da articulação rádio-ulnar distal). Sempre verifique a alinhamento radiocapitellar.

Por que as demais estão incorretas?

B – Galeazzi: é o oposto de Monteggia. Define-se por fratura da diáfise do rádio com lesão/luxação da articulação rádio-ulnar distal (DRUJ), não da proximal. Achados: encurtamento do rádio, instabilidade da DRUJ, dor/empastamento no punho. Tratamento padrão em adultos: ORIF do rádio e estabilização da DRUJ conforme necessidade. Portanto, não corresponde à luxação da cabeça do rádio.

C – Smith: fratura do rádio distal com deslocamento volar do fragmento distal (a “Colles invertida”), geralmente por queda sobre dorso da mão. Não há componente típico de luxação da cabeça do rádio nem fratura diafisária da ulna.

D – Colles: fratura do rádio distal com deslocamento dorsal do fragmento distal, frequentemente com fratura da estiloide ulnar. Também não envolve luxação proximal do rádio.

Pegadinha frequente: confundir o nível da articulação acometida. Se a luxação é no cotovelo (cabeça do rádio), pense em Monteggia; se é no punho (DRUJ), pense em Galeazzi.

Referências sucintas: Rockwood & Green’s Fractures in Adults; AO Principles of Fracture Management; UpToDate – “Monteggia fracture-dislocations in adults”.

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