Os agentes infecciosos penetram no corpo humano por meio de...
Gabarito comentado
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Alternativa correta: A – boca
Tema central: “Portas de entrada” dos agentes infecciosos na cadeia de infecção. Saber diferenciar estruturas anatômicas que permitem a invasão (mucosas e pele não íntegra) de barreiras físicas que protegem o organismo é essencial em Epidemiologia e Controle de Infecções.
Resumo teórico: Na cadeia de infecção, o agente sai do reservatório por uma porta de saída, é transmitido por algum meio e penetra no hospedeiro por uma porta de entrada. As principais portas de entrada são: mucosa oral (boca), nasal e respiratória, conjuntival, gastrointestinal, geniturinária, pele não íntegra (feridas, punções), transplacentária. A boca é entrada típica para patógenos por via fecal-oral (água/alimentos contaminados) e contato mão-boca.
Exemplos práticos: ingestão de água/alimentos contaminados com Vibrio cholerae, norovírus, rotavírus, E. coli enteropatogênica, hepatite A. Também gotículas e saliva podem alcançar mucosas orais.
Justificativa da alternativa correta (A – boca): A cavidade oral é uma mucosa exposta ao meio externo; permite a entrada de diversos agentes, especialmente aqueles transmitidos por alimentos/água ou contato mão-boca. Portanto, constitui uma das principais portas de entrada reconhecidas em manuais de vigilância e controle de infecções.
Análise das incorretas:
B – unha: a lâmina ungueal é tecido queratinizado e inerte; funciona como barreira. Pode servir de fômite (transportar microrganismos sob as unhas), mas não é, por si, porta de entrada. A entrada ocorreria pela pele lesada ao redor, não pela unha.
C – cílios: os cílios das pálpebras e o epitélio ciliado têm função de proteção e limpeza, reduzindo a entrada de partículas. Não constituem via de penetração; a porta de entrada ocular é a conjuntiva, não os cílios.
D – cabelo: cabelos são estruturas queratinizadas que protegem o couro cabeludo. Não representam via de penetração; a entrada exigiria pele não íntegra (feridas/escoriações).
Estrategias de prova:
- Associe “porta de entrada” a mucosas e pele rompida (boca, nariz, olhos, geniturinário, feridas).
- Desconfie de termos que são barreiras (unha, cabelo, cílios). Podem participar da transmissão como fômites, mas não são portas.
- Diferencie “veículo de transmissão” (mãos, objetos) de “porta de entrada” (mucosa/pele não íntegra).
Fontes:
- Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde: cadeia de transmissão e portas de entrada/saída.
- CDC. Chain of Infection – portals of entry (oral/GI, respiratory, mucous membranes, broken skin).
- OMS. Diretrizes WASH e doenças transmitidas por alimentos (via fecal-oral).
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