A dor lombar é a causa mais frequente de limitação das ativ...
I. As Lombalgias podem ser classificadas em agudas (início súbito e duração inferior a seis semanas), subaguda (duração de 6 a 12 semanas) ou crônicas (perdurando mais que 12 semanas). Quanto à evolução, podem ser persistentes, episódicas ou recorrentes.
II. São considerados fatores de risco para se desenvolver dor lombar: idade inferior a 55 anos, fumar, obesidade, hábito de dirigir durante tempo prolongado, trabalho braçal, jornada de trabalho na posição de pé ou sentado, e estresse emocional.
III. O tratamento das Lombalgias e Lombociatalgias deve ser individualizado, dependendo da etiologia e do tempo de evolução. O repouso absoluto é contra-indicado, porém o repouso relativo é indicado, variando de dois a quatro dias nos casos leves, com orientação de posicionamento para melhorar o conforto do paciente. Quando o paciente apresenta compressão radicular, esse período pode se estender até 10 dias. Deve-se orientar o retorno gradual às suas atividades.
Estão corretos os itens:
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Tema central: lombalgia em adultos jovens – classificação temporal, fatores de risco e conduta terapêutica. Entender esses pilares ajuda a diferenciar quadros autolimitados daqueles com risco de cronificação e a evitar condutas iatrogênicas.
Item I – Correto. A classificação mais aceita: aguda (< 6 semanas), subaguda (6–12 semanas) e crônica (> 12 semanas). Quanto ao curso: pode ser persistente, episódica ou recorrente. Essa nomenclatura é a utilizada por diretrizes como NICE e ACP e por referências como UpToDate.
Item III – Correto. O tratamento deve ser individualizado conforme etiologia e tempo de evolução. Repouso absoluto é contra-indicado, pois piora descondicionamento e cronifica a dor. Indica-se repouso relativo curto (geralmente ≤ 48–72h) com posicionamento antálgico, e retorno gradual às atividades. Em radiculopatia dolorosa, alguns protocolos admitem extensão breve do repouso para controle da dor, sempre com mobilização precoce. Diretrizes ACP 2017, NICE 2020 e UpToDate recomendam manter-se ativo, uso criterioso de AINEs/analgésicos e fisioterapia quando indicado.
Item II – Incorreto. Vários fatores listados são válidos (p.ex., tabagismo, obesidade, trabalho braçal, vibração de corpo inteiro/dirigir por tempo prolongado, e fatores psicossociais como estresse). Porém, “idade < 55 anos” não é fator de risco; a prevalência aumenta com a idade e o risco de cronificação cresce em indivíduos mais velhos. Posturas estáticas em pé ou sentado só se associam a risco quando prolongadas e com pouca variação. Portanto, a presença de “idade < 55” torna o item falso. Referências: NICE NG59; ACP Clinical Practice Guideline (Ann Intern Med, 2017); UpToDate – Evaluation of low back pain.
Gabarito: B (I e III).
Por que as outras alternativas estão erradas?
A (I e II): inclui o item II, que é incorreto pelo critério de idade.
C (II e III): erra por manter o item II.
D (I, II e III): falha porque o item II está incorreto.
Estratégia de prova: fique atento a “pegadinhas” de ponto de corte (ex.: idade) e a recomendações fortes como evitar repouso absoluto; valorize termos como “prolongado” ao avaliar riscos ocupacionais.
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