Mulher, 46 anos, com hipertensão arterial sistêmica e diabet...
Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Ano: 2026
Banca:
FGV
Órgão:
HU Brasil
Prova:
FGV - 2026 - HU Brasil - Ano Adicional - Clínica Médica |
Q4312996
Medicina
Mulher, 46 anos, com hipertensão arterial sistêmica e diabetes
Mellitus em uso de insulina, é internada por descompensação
hiperglicêmica grave, em contexto de suspeita de infecção
urinária. Na admissão, apresenta alteração do nível de
consciência. Os exames laboratoriais mostram glicemia de
622 mg/dL, pH de 7,42, bicarbonato de 20,2 mEq/L, sódio de
139 mEq/L, potássio de 4,5 mEq/L, ureia de 62 mg/dL, creatinina
de 0,92 mg/dL e lactato de 1,72 mmol/L. Não estão disponíveis
dosagem de beta hidroxibutirato, documentação de cetonemia
significativa ou medida da osmolaridade sérica.
Após hidratação, antibiótico empírico e insulinoterapia,
apresenta melhora importante da hiperglicemia, porém mantém
alteração flutuante do nível de consciência.
No terceiro dia de internação, um familiar relata episódio de
movimentos anormais interpretado como “crise convulsiva”, não
presenciado pela equipe assistencial. Na avaliação médica
imediatamente posterior, a paciente encontra-se
hemodinamicamente estável, eupneica em ar ambiente e
responsiva aos chamados verbais, porém apresenta movimentos
mioclônicos predominantemente faciais, sem período pós-ictal
típico.
A tomografia computadorizada de crânio realizada na admissão
não demonstra alterações intracranianas agudas. Após o novo
evento, uma segunda tomografia computadorizada de crânio,
sem contraste, também não evidencia hemorragia, efeito de
massa, hidrocefalia ou outra alteração estrutural aguda capaz de
explicar o quadro. Não há hipoglicemia documentada durante o
evento.
Considerando a persistência da alteração do estado mental
associada aos fenômenos motores paroxísticos, o exame
complementar mais apropriado para investigar se há atividade
ictal cerebral contribuindo para o quadro neurológico é