Mulher, 74 anos, com hipertensão arterial, diabetes Mellitus
tipo 2, fibrilação atrial crônica e comprometimento cognitivo
moderado, é internada por dispneia progressiva aos mínimos
esforços e dor vaga em hemitórax direito. Ao exame físico,
encontra-se afebril e hemodinamicamente estável, com PA de
125 × 75 mmHg e FC de 78 bpm. À ausculta pulmonar, observa-se
redução acentuada do murmúrio vesicular nos terços médio e
inferior do hemitórax direito, associada à macicez à percussão. A tomografia computadorizada de tórax evidencia derrame pleural
volumoso à direita, com atelectasia compressiva do parênquima
adjacente, cardiomegalia e discreto derrame pericárdico, sem
linfonodomegalias mediastinais. É realizada toracocentese de alívio
e diagnóstica, com retirada de aproximadamente 800 mL de líquido
de aspecto serossanguinolento.
Durante a internação, a paciente recebe ceftriaxona e
azitromicina por hipótese de infecção respiratória comunitária,
além de diurético. A análise inicial do líquido pleural apresenta
celularidade prejudicada pela presença acentuada de fibrina. Não
foram determinadas as concentrações pleurais de proteínas, LDH
ou glicose. O pH pleural informado pelo laboratório foi de 9,0,
sem documentação das condições de coleta e processamento da
amostra.
Exames séricos mostram leucócitos de 12.100/mm³, proteína C
reativa de 2,0 mg/dL, albumina de 3,7 g/dL e LDH de 402 U/L.
Caso a avaliação radiológica de controle demonstre persistência
ou reacúmulo significativo do derrame pleural, a conduta mais
apropriada para estabelecer sua etiologia é