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Ano: 2017 Banca: IBEG Órgão: IPREV Prova: IBEG - 2017 - IPREV - Médico Perito |
Q805278 Medicina
Jovem, 20 anos, G1P0A0, 33 semanas de gestação, procura o serviço da maternidade com queixa de cefaleia, náuseas e dor epigástrica em faixa. Ao exame físico, PA: 170x100 mmHg, AFU: 29cm, BCF: 128 bpm, metrossístoles ausentes, tônus uterino normal, colo posterior, longo e fechado. A conduta que deve ser tomada, inicialmente, para este caso é:
Alternativas

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Comentário do Gabarito – Médico Perito – Ginecologia/Obstetrícia

Tema central: A questão aborda a conduta inicial diante de uma gestante com quadro sugestivo de pré-eclâmpsia grave. Esse é um tema crítico para o médico perito, pois envolve risco materno-fetal imediato e requer aplicação rigorosa de protocolos oficiais.

Justificativa da Alternativa Correta (C)
A paciente apresenta sinais CARDINAIS de pré-eclâmpsia grave: pressão arterial ≥160x110 mmHg, sintomas como cefaleia, náuseas e dor epigástrica, além de 33 semanas de gestação. De acordo com o Protocolo oficial ("Pré-eclâmpsia/eclâmpsia – Protocolo n.º 01"):
“O sulfato de magnésio é a droga de escolha para prevenção e tratamento das crises convulsivas na pré-eclâmpsia grave e eclâmpsia. A hidralazina é recomendada para o controle da hipertensão arterial grave em gestantes.”
Assim, cabe iniciar hidralazina para controlar rapidamente a PA elevada e sulfato de magnésio para prevenir eclampsia. Tal conduta reduz complicações maternas graves e protege o binômio mãe-feto.

Análise Crítica das Alternativas Incorretas

A) Indicar cesariana imediatamente por iminência de eclampsia: A conduta inicial NÃO é a cesariana, pois antes deve-se estabilizar a paciente, controlando a PA e prevenindo convulsões.

B) Iniciar metildopa e nifedipina: Embora antihipertensivos possam ser usados, a metildopa tem ação lenta e é inadequada para emergência. Nifedipina pode ser usada, mas o cenário exige prioridade ao controle rápido (hidralazina) e prevenção de convulsões (magnésio).

D) Iniciar diazepam: O diazepam NÃO é droga de escolha para prevenir convulsões em pré-eclâmpsia. Pode inclusive aumentar o risco de depressão respiratória no RN.

E) Iniciar ergotamina e BRA: Ambos contraindicam: ergotamina tem risco elevado de vasoconstrição e os bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) são TERATOGÊNICOS.

Dica de Prova e Estratégia:
Busque sintomas de gravidade (cefaleia persistente, dor epigástrica, PA ≥160x110 mmHg). Lembre: sulfato de magnésio = prevenção de convulsão, hidralazina = controle agressivo da PA. Evite condutas não clássicas ou medicamentos não indicados em gestantes.

Segundo o Protocolo da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, p. 5:
“Em toda pré-eclâmpsia grave, administrar imediatamente sulfato de magnésio e anti-hipertensivo de ação rápida.”

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A resposta correta é a alternativa C - Iniciar hidralazina e sulfato de magnésio. A paciente apresenta sinais de pré-eclâmpsia grave, como hipertensão arterial, dor epigástrica em faixa e ausência de metrossístoles, com risco de desenvolver eclampsia, que é uma complicação grave caracterizada por convulsões. A conduta inicial deve ser o controle da pressão arterial com hidralazina e a administração de sulfato de magnésio para prevenção de convulsões. A cesariana deve ser indicada apenas se houver indicação obstétrica. É importante lembrar que a pré-eclâmpsia é uma complicação grave da gestação que pode levar a complicações maternas e fetais, sendo necessária a avaliação e acompanhamento médico adequado.

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