Mulher previamente saudável é internada em maternidade, com ...

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Ano: 2017 Banca: IBEG Órgão: IPREV Prova: IBEG - 2017 - IPREV - Médico Perito |
Q805276 Medicina
Mulher previamente saudável é internada em maternidade, com pressão arterial bastante elevada, edema, cefaleia intensa, sem informação sobre idade gestacional (vinha com ciclo irregular), dá a luz a um bebê de 480g que morre após cinco minutos na sala de parto. A mãe evolui com quadro convulsivo, refratário aos anticonvulsivantes. Não responde a manobras de reanimação e morre no mesmo dia. Nesse caso, será necessário preencher declaração de:
Alternativas

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Tema central: A questão aborda os aspectos éticos e normativos no preenchimento da declaração de óbito materno e neonatal, especialmente a identificação correta do nascido vivo, causas do óbito e notificações, conforme diretrizes do Ministério da Saúde.

Justificativa da alternativa correta (B):

A alternativa B é a correta porque reconhece o recém-nascido como nascido vivo (apresentou sinais de vida após o parto, mesmo que tenha falecido logo após, independentemente do peso), exige a declaração de óbito do bebê e da mãe, e corretamente atribui como causa básica da morte em ambos os casos a doença hipertensiva da gravidez. A notificação do óbito materno por causa direta também está adequada, uma vez que decorreu diretamente de complicações obstétricas (eclâmpsia), conforme estabelece o Manual de Instruções para o Preenchimento da Declaração de Óbito do Ministério da Saúde e a Portaria Nº 1.119/2008.

Análise das alternativas incorretas:

A: Equivocada ao considerar o bebê um óbito fetal; houve sinais vitais após o nascimento, caracterizando nascido vivo.

C: Apresenta duas falhas: considera o bebê como óbito fetal e indica notificação por causa indireta; no caso de eclâmpsia, a causa é direta.

D: Acerta ao declarar o óbito do bebê, mas erra ao atribuir causa básica como “prematuridade extrema” sem citar a doença hipertensiva materna que desencadeou todo o quadro, além de não contemplar de forma clara todo o processo etiológico materno.

E: Embora reconheça o nascido vivo e utilize causa materna correta, traz como causa básica da morte do bebê a “prematuridade extrema”, quando o mais adequado, segundo modelo do Ministério da Saúde (p. 38), é relacionar diretamente à doença materna base (doença hipertensiva da gravidez).

Pontos-chave e pegadinhas:

  • Reconheça sinais vitais no parto: nascido vivo SEMPRE exige declaração de óbito, independente do peso.
  • No contexto de morte materna vinculada a complicação obstétrica (eclâmpsia): sempre notifique como causa direta.
  • Fique atento: “óbito fetal” só é empresa quando não há NENHUM sinal de vida após o parto.

Conclusão: A alternativa B está em plena conformidade com as normas do Ministério da Saúde e práticas periciais éticas e legais.
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Comentários

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De acordo com as informações apresentadas no enunciado, a alternativa correta é a letra B. Isso porque a mulher deu à luz a um bebê que, infelizmente, faleceu após cinco minutos na sala de parto. Além disso, a mãe desenvolveu um quadro convulsivo refratário aos anticonvulsivantes e evoluiu para óbito no mesmo dia. Com base nisso, será necessário preencher a declaração de nascido vivo com a causa básica de doença hipertensiva da gravidez para o bebê, bem como a declaração de óbito da mãe com a mesma causa básica. Além disso, será necessário fazer a notificação de óbito materno por causa direta. É importante lembrar que a elaboração correta desses documentos é essencial para o registro e acompanhamento de informações importantes para a saúde pública e para a melhoria do atendimento à gestante.

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