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Q3794830 Português
O crescimento exponencial da comunicação digital alterou profundamente as estruturas linguísticas mais recorrentes no discurso cotidiano. A necessidade de síntese, aliada à informalidade predominante nas redes, fez com que enunciados complexos fossem frequentemente reduzidos a construções mais simples e diretas. Ainda assim, é possível identificar, mesmo em textos breves, o uso de orações coordenadas e subordinadas que revelam níveis diversos de articulação sintática.

Com base nessa realidade linguística e à luz da morfossintaxe normativa da Língua Portuguesa, considere as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O comando pede julgamento "à luz da morfossintaxe normativa"; nessa base, a alternativa A é a única compatível porque distingue corretamente coordenação e subordinação adverbial pelo vínculo sintático e pelo valor circunstancial, enquanto as demais fazem generalizações normativamente falsas sobre substantivas, coordenadas assindéticas e adjetivas reduzidas.

Tema central: Período composto
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque formula adequadamente a distinção normativa entre coordenação e subordinação. Na subordinação adverbial, a oração depende sintaticamente da principal e exprime uma circunstância ou relação lógico-semântica, como causa, condição, tempo ou concessão. É por esse valor circunstancial que a subordinada adverbial pode ser reconhecida, inclusive quando aparece em forma reduzida ou elíptica. A observação sobre "função sintática específica" se sustenta, no conjunto do item, porque a subordinada adverbial exerce papel sintático de adjunto adverbial da oração principal.
B
Errada
O erro está na generalização: a oração subordinada substantiva desenvolvida introduzida por "que" não exerce sempre função de sujeito do verbo principal. Pela morfossintaxe normativa, ela pode funcionar como sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo ou aposto. Assim, o item se invalida pela atribuição exclusiva de uma função sintática. A parte sobre não possuir termo antecedente não corrige esse erro central.
C
Errada
A alternativa erra ao negar relações lógico-semânticas nas coordenadas assindéticas. Na coordenação, há independência sintática entre as orações, mas isso não elimina a articulação de sentido. Mesmo sem conectivo expresso, podem existir relações de adição, oposição, conclusão ou sequência, inferidas pela organização do período, pela pontuação e pelo sentido. Portanto, é falsa a afirmação de que não se pode estabelecer qualquer relação lógica entre as partes.
D
Errada
O item é incorreto porque afirma obrigatoriedade de valor restritivo nas orações subordinadas adjetivas reduzidas de particípio. A forma reduzida, por si só, não fixa esse valor semântico. Pela base normativa, essas orações não são obrigatoriamente restritivas; o valor restritivo ou explicativo decorre do funcionamento sintático-semântico no enunciado. Também é falsa a conclusão de que a ausência de conectivo as tornaria incompatíveis com uso explicativo.
Pegadinha da questão
A banca explorou universalizações indevidas com palavras como "sempre", "necessariamente", "qualquer" e "obrigatoriamente", além da confusão entre independência sintática e ausência de relação semântica nas coordenadas assindéticas.
Dica para questões semelhantes
  • Quando o enunciado invocar "morfossintaxe normativa", julgue as alternativas pelo critério gramatical, não por impressão de uso ou interpretação ampla do texto introdutório.
  • Desconfie de alternativas que reduzam uma classe de oração a uma única função sintática; nas substantivas, a função varia conforme a estrutura.
  • Em coordenação, independência sintática não significa ausência de relação de sentido; em assindéticas, a semântica continua atuando.
  • Na subordinação adverbial, o reconhecimento passa pela circunstância expressa; na adjetiva reduzida, a forma reduzida não determina sozinha valor restritivo.

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Comentários

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Gabarito: Letra A

Cuidado com as palavras absolutistas ("sempre", "nunca").

  • A Regra da Adverbial (Gabarito): Orações adverbiais carregam uma "circunstância" (tempo, causa, condição) que permanece perfeitamente identificável mesmo quando a oração está reduzida, sem a presença da conjunção.
  • O Erro da B: A conjunção integrante "que" introduz orações substantivas, mas elas não exercem sempre a função de sujeito. Podem atuar como objeto direto, aposto, complemento nominal, etc.

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