Gonçalves, et al. (2022, p. 1.008) denota que “a cadeira de ...

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Q2368695 Terapia Ocupacional
Gonçalves, et al. (2022, p. 1.008) denota que “a cadeira de rodas faz parte do arsenal de recursos da tecnologia assistiva e, sendo um equipamento que auxilia a locomoção das pessoas com mobilidade reduzida, pode ser utilizada por pessoas que apresentam impossibilidade, temporária ou definitiva, de se deslocar utilizando os membros inferiores e permitindo, assim, sua mobilidade durante a realização das atividades”. As prescrições de cadeira de rodas feitas pelos terapeutas ocupacionais tomam como base:
Alternativas

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Alternativa correta: A

1. Tema central da questão

Esta questão aborda o processo de prescrição de cadeira de rodas pelo terapeuta ocupacional, um exemplo clássico do uso de tecnologia assistiva. O tema exige que o aluno compreenda como se realiza a avaliação para o fornecimento desse recurso, considerando as necessidades, condições clínicas e prognóstico do usuário.

2. Resumo teórico

Tecnologia assistiva são recursos, serviços, estratégias ou práticas que promovem a funcionalidade e a participação de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. A cadeira de rodas é um dos dispositivos mais prescritos, mas sua indicação requer avaliação criteriosa do quadro clínico, do prognóstico e do contexto de vida do usuário.

Segundo o Ministério da Saúde (Portaria nº 1424/2012), a prescrição deve considerar fatores como:

  • Capacidade funcional
  • Prognóstico (se a condição é temporária, permanente, progressiva ou estável)
  • Estilo de vida e ambiente do usuário
  • Objetivos e desejos do usuário

Fonte: Manual de Atenção à Pessoa com Lesão Medular, MS, 2016.

3. Justificativa da alternativa correta (A)

A alternativa A está correta porque destaca a necessidade de conhecer o prognóstico do usuário. O terapeuta ocupacional deve avaliar se a incapacidade é temporária ou permanente, se há possibilidade de melhora ou piora, ou se a situação é estável. Essa análise é fundamental para definir qual tipo de cadeira de rodas é mais adequada e se o recurso será utilizado por curto ou longo prazo, garantindo a melhor adaptação e funcionalidade para o usuário.

4. Análise das alternativas incorretas

B – O escaneamento digital da estrutura óssea não é parte obrigatória do processo de prescrição de cadeira de rodas. Embora recursos tecnológicos possam ser utilizados em situações específicas, a avaliação clínica, funcional e ambiental é prioritária e indispensável.

C – Embora seja importante considerar desejos e capacidades financeiras da família, a prescrição não pode ser limitada apenas a esses fatores, nem a falta de recursos deve ser motivo para não indicar o dispositivo quando necessário. O acesso ao direito à reabilitação e à mobilidade é garantido por lei (Lei Brasileira de Inclusão – Lei 13.146/2015).

D – A prescrição não deve ser restrita apenas à ocupação ou a ambientes amplos. O objetivo central da cadeira de rodas é promover mobilidade e independência em diversos contextos da vida diária, não apenas em situações específicas.

5. Estratégia de interpretação

Para responder questões como esta, é importante identificar termos técnicos essenciais (ex: prognóstico, avaliação funcional), fugir de respostas que descrevem procedimentos obrigatórios não previstos em protocolos e desconfiar de alternativas que limitem direitos ou indicam exclusão sem justificativa técnica plausível. Atenção a abordagens que restringem a atuação do profissional ou desconsideram princípios éticos e legais.

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