O uso excessivo das redes sociais entre crianças e
adolescentes tem se tornado um fenômeno
preocupante. Diversos estudos neurocientíficos
indicam que, ao navegar por redes como Instagram,
TikTok ou YouTube, o cérebro libera dopamina, um
neurotransmissor associado ao prazer e à
recompensa. Essa substância é naturalmente
produzida em atividades prazerosas, como comer,
socializar ou praticar exercícios. No entanto, o
estímulo constante proporcionado pelas redes sociais
pode causar uma superestimulação do sistema
dopaminérgico, especialmente em cérebros ainda em
desenvolvimento.
Ao receber curtidas, comentários ou novas
notificações, o cérebro entende essas interações
como “recompensas”, o que reforça o comportamento
de voltar repetidamente às redes. Com o tempo, o
jovem pode se tornar dependente dessas
recompensas digitais, apresentando sintomas
similares aos observados em outros tipos de vício,
como ansiedade, irritabilidade quando está offline, e
queda no rendimento escolar.
Pais, educadores e profissionais de saúde precisam
estar atentos a esses sinais e propor estratégias que
incentivem o uso saudável da tecnologia. Mais do que
proibir, é necessário compreender o funcionamento do
cérebro e oferecer alternativas que estimulem outras
fontes de prazer e interação social que não envolvam
exclusivamente o mundo digital.
A dopamina, conforme descrito no texto, é uma
substância relacionada:
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