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Ano: 2026
Banca:
IV - UFG
Órgão:
Prefeitura de Buriti Alegre - GO
Provas:
IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Buriti Alegre - GO - Fiscal de Tributos
|
IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Buriti Alegre - GO - Professor Nível III - Pedagogia |
IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Buriti Alegre - GO - Médico Veterinário |
IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Buriti Alegre - GO - Professor de Educação Física |
IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Buriti Alegre - GO - Professor de Libras |
Q4303753
Português
Texto associado
Texto 4
O fim do livro de papel
Só 122 livros. Era o que a Universidade de Cambridge
tinha em 1427. Eram manuscritos lindos, que valiam cada um o
preço de uma casa. Isso foi três décadas antes de a Bíblia de
Gutenberg chegar às ruas. Depois dela, os livros deixaram de
ser obras artesanais exclusivas de milionários e viraram o que
viraram. Graças a uma novidade: a prensa de tipos móveis, que
era capaz de fazer milhares de cópias no tempo que um monge
levava para terminar um manuscrito.
Foi uma revolução sem igual na história e blá, blá, blá.
Só que uma revolução que já acabou. Há 10 anos, pelo menos.
Quando a internet começou a crescer para valer, ficou claro que
ela passaria uma borracha na história do papel impresso e
começaria outra.
Mas aconteceu justamente o que ninguém esperava:
nada. A internet nunca arranhou o prestígio nem as vendas dos
livros. Muito pelo contrário. O segundo negócio on-line que mais
deu certo (depois do Google) é uma livraria, a Amazon. Se um
extraterrestre pousasse na Terra hoje, acharia que nada disso
faz sentido. Por que o livro não morreu? Como uma plataforma
que, se comparada à internet, é tão arcaica quanto folhas de
pergaminho ou tábuas de argila continua firme?
Você sabe por quê. Ler um livro inteiro no computador é
insuportável. A melhor tecnologia para uma leitura profunda e
demorada continua sendo tinta preta em papel branco. Tudo
embalado num pacote portátil e fácil de manusear. Igual à Bíblia
de Gutenberg. Isso sem falar em outro ingrediente: quem gosta
de ler sente um afeto físico pelos livros. Curte tocar neles, sentir
o fluxo das páginas, exibir a estante cheia. Uma relação de
fetiche. Amor até.
Mas esse amor só dura porque ainda não apareceu
nada melhor que um livro para a atividade de ler um livro. Se
aparecer… Se aparecer, não: quando aparecer. Depois do CD,
que já morreu, e do DVD, que está respirando com a ajuda de
aparelhos, o livro impresso é o próximo da lista.
VERSIGNASSI, Alexandre. O fim do livro de papel. Superinteressante, 23 mar.
2010. Disponível em: https://super.abril.com.br/tecnologia/o-fim-do-livro-depapel/. Acesso em: 06 jul. 2026.
No texto, a afirmação de que “o livro impresso é o próximo
da lista” não entra em contradição com a defesa de que o
papel ainda constitui o suporte mais adequado para a leitura
profunda porque o autor sustenta que a