Uma criança de 13 anos, em uso de prednisona oral diária em ...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q3834189 Medicina
Uma criança de 13 anos, em uso de prednisona oral diária em alta dose há 3 anos para tratamento de doença inflamatória intestinal, apresenta dor lombar e uma fratura vertebral por compressão assintomática detectada incidentalmente em radiografia. A densitometria óssea (DXA) revela Z-score de -2,5 para a idade e sexo na coluna lombar. Clinicamente com facies cushingoide e baixa estatura para idade (percentil 5) e estadio de Tanner M2, P2.
Qual a conduta terapêutica mais apropriada para esta osteoporose grave?
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: B

Fundamento decisivo: Em pediatria, a fratura vertebral por compressão por fragilidade é o dado que caracteriza osteoporose clinicamente significativa independentemente do DXA; no caso, isso ocorre em paciente com uso crônico de prednisona em alta dose, tornando necessária terapia antiosteoporótica ativa com bifosfonato intravenoso.

Tema central: Osteoporose pediátrica grave
Análise das alternativas
A
Errada
Reduzir glicocorticoide quando possível e otimizar cálcio/vitamina D são medidas adjuvantes, não o tratamento principal de uma osteoporose pediátrica grave já complicada por fratura vertebral por compressão. O erro da alternativa é tratar como prevenção ou suporte um quadro que já exige terapia antiosteoporótica ativa.
B
Certa
Bifosfonatos intravenosos, como pamidronato ou zoledronato, são a conduta farmacológica mais apropriada na osteoporose pediátrica grave secundária ao uso crônico de glicocorticoides quando já existe fratura vertebral por compressão. O ponto decisivo não é apenas a densitometria baixa, mas a fragilidade óssea já manifestada por fratura vertebral. Nesse cenário, medidas de suporte continuam importantes, porém não substituem o tratamento antiosteoporótico específico.
C
Errada
Aumento de proteína pode compor suporte nutricional, mas GH não é tratamento específico da osteoporose induzida por glicocorticoide. A baixa estatura e o atraso puberal do caso têm explicação plausível pelo hipercortisolismo iatrogênico e pela doença crônica; não há base para deficiência de GH comprovada, e GH não resolve a fragilidade vertebral osteoporótica estabelecida.
D
Errada
Teriparatida não é a conduta padrão para osteoporose pediátrica e é inadequada em adolescente em crescimento. A alternativa erra ao transpor tratamento típico do adulto para um cenário pediátrico em que os bifosfonatos intravenosos são a opção mais estabelecida para doença grave com fratura vertebral.
E
Errada
Estrógeno não trata a causa da fragilidade óssea por glicocorticoide neste caso e não há no enunciado demonstração de hipogonadismo como mecanismo primário a ser corrigido com reposição hormonal. Além disso, a presença de puberdade inicial não transforma hormonioterapia sexual em tratamento da osteoporose grave com fratura vertebral.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre baixa massa óssea/prevenção e osteoporose pediátrica grave já definida por fratura vertebral por fragilidade. Quem foca só no Z-score ou só no papel do corticoide tende a escolher medida conservadora e errar a necessidade de bifosfonato intravenoso.
Dica para questões semelhantes
  • Em pediatria, fratura vertebral por compressão por fragilidade é dado decisivo para osteoporose, mesmo antes de discutir o valor do DXA.
  • Se já há fratura vertebral e exposição importante a glicocorticoide, pense em doença óssea grave e não apenas em suplementação.
  • Diferencie suporte geral de tratamento específico: cálcio, vitamina D e ajuste do corticoide ajudam, mas não substituem bifosfonato IV nos casos graves.
  • Evite importar terapias do adulto para criança ou adolescente sem indicação estabelecida, especialmente teriparatida.

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo