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Q3990529 Medicina
    Um paciente de 66 anos de idade, com diabetes do tipo 2, apresentava quadro de adinamia, anorexia, picos febris e tosse produtiva com escarro purulento, iniciado havia três dias. Ao exame físico encontrava-se febril, acianótico, com frequência cardíaca de 108 batimentos por minuto, frequência respiratória de 32 respirações por minuto, saturação de oxigênio em ar ambiente de 91% e pressão arterial de 94 mmHg x 56 mmHg. A ausculta pulmonar revelou estertores crepitantes em terço inferior do pulmão direito, sem outras alterações significativas no restante do exame físico. Os exames laboratoriais de rotina não demonstraram alterações significativas, exceto leucocitose sem desvio. A radiografia de tórax revelou consolidação no lobo inferior do parênquima pulmonar direito.  
Considerando o caso clínico descrito, assinale a opção que apresenta a melhor estratégia terapêutica para esse paciente. 
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a estratificação de gravidade da pneumonia adquirida na comunidade: febre, tosse produtiva purulenta, estertores focais e consolidação lobar definem PAC bacteriana, e FR 32 irpm, SatO2 91% em ar ambiente, PA 94x56 mmHg, taquicardia e idade avançada indicam internação hospitalar. Como não há dado obrigatório de UTI nem risco documentado para MRSA/Pseudomonas, a conduta empírica correta é beta-lactâmico + macrolídeo em enfermaria.

Tema central: PAC com internação
Análise das alternativas
A
Errada
O erro decisivo não é o levofloxacino em si, mas o cenário assistencial proposto. O paciente tem sinais objetivos de gravidade respiratória e hemodinâmica para PAC — FR 32, SatO2 91% e PA 94x56 mmHg — que tornam inadequado manejo ambulatorial com reavaliação tardia. Nesta questão, a exclusão da alternativa se faz pela necessidade de internação.
B
Errada
Essa alternativa supertrata o caso. Linezolida + meropenem implica cobertura para MRSA e gram-negativos resistentes, mas o enunciado não fornece risco específico para esses patógenos, nem contexto nosocomial, nem falha terapêutica prévia. Além disso, embora haja gravidade suficiente para hospitalização, não há critério maior inequívoco de UTI descrito. O erro médico é escalonar para terapia de amplo espectro e UTI sem base clínica apresentada.
C
Errada
Oseltamivir isoladamente não trata a principal hipótese diagnóstica. O conjunto de consolidação lobar na radiografia, escarro purulento, febre e estertores localizados favorece pneumonia bacteriana, não síndrome viral isolada. Além disso, a gravidade clínica afasta a proposta de reavaliação ambulatorial em três dias. O erro é tanto etiológico quanto de nível de cuidado.
D
Certa
A alternativa D está correta porque corresponde ao tratamento empírico clássico da pneumonia adquirida na comunidade em paciente internado fora de UTI. A ceftriaxona cobre os agentes bacterianos típicos mais prováveis, e a claritromicina amplia a cobertura para patógenos atípicos. Esse paciente não deve ser tratado ambulatorialmente, pois apresenta taquipneia importante, hipoxemia em ar ambiente e hipotensão, mas o enunciado não traz necessidade inequívoca de UTI nem fator de risco documentado para germes multirresistentes que justifique escalonamento para cobertura excessivamente ampla.
Pegadinha da questão
A banca colocou uma alternativa com antibiótico plausível para PAC ambulatorial e outra com antibiótico muito amplo para UTI; a decisão correta dependia menos de reconhecer pneumonia e mais de acertar o nível de gravidade: internar em enfermaria, sem ambulatorizar e sem ampliar cobertura para MRSA/Pseudomonas sem indicação.
Dica para questões semelhantes
  • Em PAC, primeiro defina o local de tratamento pelos sinais de gravidade clínica; só depois escolha o antibiótico.
  • Taquipneia importante, hipoxemia em ar ambiente e hipotensão tornam inadequado seguimento exclusivamente ambulatorial.
  • Para PAC internada fora de UTI, pense em beta-lactâmico + macrolídeo quando não houver fator de risco documentado para patógenos resistentes.
  • Consolidação focal com escarro purulento pesa a favor de etiologia bacteriana e afasta antiviral isolado como tratamento principal.

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Paciente pontua três pontos no CURB-65

R - FR ≥ 30 IRM

B - "Blood Pressure" diastólica < 60

65 - Idade ≥ 65

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