A frase O rapaz de bigode pede aos outros se afastem e o dei...
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1. Gabarito Direto: Alternativa D
2. O que a FCC quer de você:
A banca está testando a sua habilidade de transposição de Discurso Indireto (quando o narrador conta o que o personagem falou) para o Discurso Direto (quando a fala do personagem é reproduzida fielmente, entre aspas ou travessões). Aqui, ela aproveita para cobrar duas regras "gêmeas" que ela adora: Imperativo e Colocação Pronominal.
3. Análise Cirúrgica da Correta (D):
"O rapaz de bigode pede aos outros: "Afastem-se e deixem-no respirar"."
Essa transposição está impecável. Quando passamos um pedido do discurso indireto para a fala direta do personagem, o verbo que estava no subjuntivo (que eles afastem) vai para o Modo Imperativo ("Afastem-se!").
O pronome que se refere à pessoa que está no chão (lembra do Dario da questão anterior?) deve ser mantido como objeto da ação. E aqui mora o brilhantismo da FCC: quando o pronome "o" se junta a um verbo terminado em som nasal (deixem), ele obrigatoriamente se transforma em "no". Por isso, a forma correta é "deixem-no".
4. Raio-X das Incorretas (A Caça aos Erros):
A - "...solicita que os outros: "Se afastem e o deixem respirar"."
O Erro: Misturou os discursos! O uso da conjunção integrante "que" (solicita que) é a marca registrada do discurso indireto. Você não pode colocar um "que" antes de abrir aspas para a fala direta de alguém. É como dizer: Ele disse que: "eu vou". Fica truncado.
B - "...pede aos outros: - Que se afastem, que deixem-no respirar."
O Erro: Mesma armadilha da A. O uso do travessão indica que a fala vai começar, mas a alternativa mantém o "Que", o que caracteriza o discurso indireto. O personagem não grita "Que se afastem!", ele grita "Afastem-se!".
C - "...pede: - Os outros que se afastem e que lhe deixem respirar."
Erro 1: Novamente, a infecção do discurso indireto pelo uso excessivo do "que".
Erro 2 (Erro grave de regência): A alternativa trocou o pronome "o" por "lhe". O verbo deixar é Transitivo Direto (deixar alguém fazer algo). O pronome "lhe" é proibido aqui.
E - "Afasta-o e deixe-o respirar", pedem aos outros o rapaz de bigode.
Erro 1 (Concordância Verbal): O narrador diz que "o rapaz de bigode pedem". O rapaz é singular, o verbo tem que ser singular (pede).
Erro 2 (Falta de paralelismo e concordância no imperativo): Se o rapaz está pedindo "aos outros" (plural - vocês), a ordem deve ir para o plural: "Afastem-se e deixem". A alternativa jogou a fala para o singular, de forma totalmente bagunçada. E "Afasta-o" significaria mandar alguém "empurrar o Dario para longe", mudando todo o sentido.
Discurso direto: o narrador “pausa” a sua narração e deixa o personagem falar. Geralmente é seguido de aspas ou travessão. Ou seja, o narrador se “exime” do que é dito.
Exemplos:
● Os estudantes falaram: “Hoje somos livres e felizes”.
● O aluno do Caveira falou: “Amanhã serei PM”.
Discurso indireto: aqui o narrador fala pelo personagem. Não há o personagem falando.
Exemplos:
● Os estudantes falaram que seriam livres e felizes.
● A aluna do Caveira disse eufórica que será PM.
Na passagem do discurso indireto para o direto, o tempo verbal muda. (vice-versa)
Ex.:
- O vigário respondeu que não via matéria de escândalo. (indireto)
- O vigário respondeu: "Não vejo matéria de escândalo." (direto)
Transposição do discurso:
- Pret. imp. do ind. - Present. do ind.
- Pret. mais-que-perf. do ind. - Pret. perf. do ind.
- Fut. do pres. do ind. - Fut. do pret. do ind.
- Pres. do sub. - Pret. imp. do sub.
pqp
DISCURSO DIRETO O PERSONAGEM FALA
DISCURSO DIRETO O PERSONAGEM FALA
DISCURSO DIRETO O PERSONAGEM FALA
DISCURSO INDIRETO O NARRADOR FALA PELO PERSONAGEM
DISCURSO INDIRETO O NARRADOR FALA PELO PRSONAGEM
DISCURSO INDIRETO O NARRADOR FALA PELO PERSONAGEM
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