Uma paciente de 24 anos, com Doença de Graves diagnosticada ...

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Q3834175 Medicina
Uma paciente de 24 anos, com Doença de Graves diagnosticada há 2 anos e em tratamento com metimazol, desenvolve oftalmopatia de Graves (OG) com proptose moderada, diplopia e lacrimejamento persistente. A avaliação oftalmológica confirma atividade da OG. Qual é a terapia de escolha para esta condição? 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Na oftalmopatia de Graves moderada a grave e ativa, a recomendação decisiva da EUGOGO 2021 é glicocorticoide intravenoso em pulsos como primeira linha; teprotumumabe é opção terapêutica reconhecida para doença ativa moderada a grave. Como a paciente apresenta proptose moderada, diplopia e atividade confirmada, a alternativa compatível com a base é a que oferece pulsoterapia com metilprednisolona intravenosa ou teprotumumabe.

Tema central: Oftalmopatia de Graves ativa
Análise das alternativas
A
Errada
Errada. Aumentar metimazol trata o hipertireoidismo, mas não é terapia de escolha para a orbitopatia de Graves ativa moderada a grave. Aqui o alvo terapêutico é a inflamação orbitária ativa, não apenas o controle hormonal.
B
Errada
Errada. Prednisona 5 mg/dia é dose baixa e insuficiente para OG ativa moderada a grave. A base favorece glicocorticoide intravenoso em pulsos para esse cenário, não corticoide oral em baixa dose.
C
Certa
A alternativa C é a correta porque o caso descreve uma orbitopatia de Graves ativa com repercussão moderada a grave, evidenciada por proptose, diplopia e confirmação de atividade inflamatória. Nesse cenário, a base aponta glicocorticoide intravenoso em pulsos como tratamento de primeira linha segundo a EUGOGO 2021. O teprotumumabe também é uma opção reconhecida para doença ativa moderada a grave, embora seu posicionamento varie conforme diretriz e disponibilidade. Assim, a alternativa é a única que contempla terapia específica para a orbitopatia ativa.
D
Errada
Errada. Tireoidectomia total pode ser útil no manejo do hipertireoidismo, mas não é tratamento de escolha da oftalmopatia de Graves ativa já instalada. A cirurgia tireoidiana não substitui a terapia específica da orbitopatia.
E
Errada
Errada. Rituximabe não é terapia inicial de escolha para OG ativa moderada a grave. Na base apresentada, ele aparece como opção não preferencial, enquanto o tratamento de primeira linha é o glicocorticoide intravenoso.
Pegadinha da questão
A questão mistura controle da Doença de Graves tireoidiana com tratamento da orbitopatia e testa se o candidato reconhece que diplopia, proptose e atividade confirmada afastam quadro leve.
Dica para questões semelhantes
  • Separe sempre tratamento do hipertireoidismo de tratamento da orbitopatia.
  • Se a OG estiver ativa e moderada a grave, pense em glicocorticoide intravenoso em pulsos.
  • Confira a gravidade e a atividade antes de aceitar qualquer corticoide oral de baixa dose.
  • Teprotumumabe pode ser opção válida, mas a diretriz central da base continua sendo o glicocorticoide intravenoso.

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