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Q3834167 Medicina

Uma gestante assintomática para sífilis dá entrada na maternidade em trabalho de parto. Possui histórico de sífilis em gestação anterior, adequadamente tratada. Trazia como exames da gestação atual, colhidos no último trimestre, VDRL 1:2 e FTA-Abs reagente. Foi possível resgatar o VDRL pré e pós-tratamento da gestação anterior: 1:256 e 1:8, respectivamente.


Considerando este caso clínico, de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde, é CORRETO afirmar que 

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Pelo Ministério da Saúde, o seguimento da sífilis tratada é feito com teste não treponêmico, e a queda documentada de pelo menos duas diluições após o tratamento, com manutenção posterior de título baixo e sem evidência de reinfecção, caracteriza cicatriz sorológica; aqui houve queda de 1:256 para 1:8 após o tratamento anterior e, na gestação atual, VDRL 1:2, o que sustenta cicatriz sorológica.

Tema central: Cicatriz sorológica na sífilis
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque VDRL persistentemente reagente em baixo título não exclui tratamento efetivo. O critério de resposta é a queda documentada do teste não treponêmico, e isso ocorreu de forma clara no histórico apresentado. Exigir negativação completa do VDRL contraria o critério de cicatriz sorológica.
B
Errada
Está errada porque FTA-Abs é teste treponêmico e tende a permanecer reagente por muitos anos ou indefinidamente após infecção tratada. Portanto, sua positividade isolada não demonstra falha terapêutica nem reinfecção. O exame adequado para monitorar resposta é o não treponêmico, com comparação de títulos.
C
Certa
A alternativa C está correta porque o dado decisivo é a evolução seriada do VDRL após tratamento prévio documentado. A passagem de 1:256 para 1:8 representa queda muito superior a duas diluições, compatível com resposta terapêutica. Na gestação atual, o VDRL 1:2 é um título baixo e, afastada reinfecção, esse padrão se enquadra como cicatriz sorológica. O FTA-Abs reagente não muda essa conclusão, porque teste treponêmico não serve para controle de cura nem para definir reinfecção isoladamente.
D
Errada
Está errada porque repetir ou trocar o teste não treponêmico, isoladamente, não resolve o diferencial entre reinfecção e cicatriz sorológica. Esse diferencial depende da interpretação longitudinal dos títulos já documentados e da avaliação clínico-epidemiológica de nova exposição. Neste caso, a série já disponível favorece cicatriz sorológica.
E
Errada
Está errada porque um segundo teste treponêmico positivo não confirma reinfecção. Testes treponêmicos apenas demonstram contato imunológico com Treponema pallidum e não distinguem, por si sós, infecção antiga tratada de infecção ativa atual. Usá-los para indicar retratamento nesse cenário é tecnicamente inadequado.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre teste treponêmico reagente e doença ativa, além da falsa ideia de que VDRL só indica tratamento efetivo quando negativar completamente.
Dica para questões semelhantes
  • Em sífilis previamente tratada, decida pelo teste não treponêmico em série, não pelo teste treponêmico.
  • Queda documentada de pelo menos duas diluições após o tratamento favorece resposta terapêutica.
  • Título não treponêmico baixo persistente, sem evidência de reinfecção, sugere cicatriz sorológica.
  • Teste treponêmico reagente isoladamente não define falha terapêutica nem reinfecção.

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