Diante de resultados laboratoriais positivos para Scrapie, ...
I. Interdição do estabelecimento.
II. Aplicação do Questionário de Investigação Epidemiológica.
III. Notificação à Instância Central e Superior do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária competente pela Unidade Federativa de origem da ocorrência.
IV. No caso de os animais positivos estarem vivos, estes devem ser submetidos a vacinação assistida.
V. No caso de animais vivos em que seja solicitado um reteste, os animais devem ser marcados com a letra S de 4 centímetros no lado esquerdo da face.
Estão corretas:
Gabarito comentado
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Tema central: Scrapie (EET dos pequenos ruminantes) e as ações oficiais imediatas em uma Propriedade Foco após resultado laboratorial positivo, segundo diretrizes de vigilância e controle sanitário.
Gabarito correto: Alternativa A (I, II e III)
Por quê?
I. Interdição do estabelecimento: medida básica de contenção de foco para impedir trânsito de animais, material biológico e fômites, reduzindo risco de disseminação. Alinha-se às recomendações da WOAH (OIE) e aos procedimentos do MAPA para EETs.
II. Aplicação do Questionário de Investigação Epidemiológica: permite o trace-back/trace-forward (origem e destino de animais/contactantes), identificação de rebanhos vinculados, manejo, reposições, e avaliação de risco. É etapa central da resposta a focos segundo manuais de vigilância.
III. Notificação às instâncias Central e Superior: Scrapie é doença de notificação obrigatória. A comunicação imediata aos níveis superiores do SUASA/MAPA é mandatória em foco confirmado, garantindo coordenação de ações.
Por que as demais estão incorretas?
IV. “Vacinação assistida”: não existe vacina eficaz contra Scrapie. O controle baseia-se em interdição, investigação, abate/saneamento de positivos e de alto risco, seleção genética (alelo ARR em ovinos) e higienização rigorosa. Vacinação não faz parte do protocolo (WOAH Terrestrial Manual; documentos técnicos do MAPA sobre EETs em pequenos ruminantes).
V. “Reteste e marcação com letra S de 4 cm na face”: o diagnóstico confirmatório de Scrapie é, em regra, pós-morte (imuno-histoquímica/Western blot no bulbo/tecidos linfoides). Testes em vida (biópsia de terceira pálpebra ou reto) podem ser usados em vigilância, mas “reteste” padronizado com marcação facial “S 4 cm” não integra os procedimentos oficiais. A identificação obrigatória é a identificação individual oficial e a separação/isolamento dos suspeitos, e não esse tipo de marcação.
Estratégia de prova: Em EETs, procure “palavras-chave” como interdição, notificação imediata e investigação epidemiológica. Desconfie de termos como “vacinação” ou “tratamento”, pois prionopatias não têm vacina nem terapia. Itens que sugerem “reteste” ou marcações inusuais sem base normativa costumam ser armadilhas.
Referências essenciais: WOAH (OIE) Terrestrial Animal Health Code e Manual (capítulo Scrapie); MAPA/DSA – manuais e planos de contingência para Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis em pequenos ruminantes (PNSCO/SUASA).
Resumo: As medidas corretas e imediatas em foco de Scrapie são interdição, investigação epidemiológica e notificação. Não há vacina e não há protocolo oficial de “reteste” com marca “S”.
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