São fatores que aumentam o risco de pseudoartrose do escafoi...

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Q3835344 Medicina
São fatores que aumentam o risco de pseudoartrose do escafoide os citados abaixo, EXCETO:
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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A questão cobra a exceção entre fatores clássicos de pseudoartrose do escafoide. Desvio da fratura, polo proximal, tabagismo e atraso no tratamento são fatores reconhecidos de não consolidação; diabetes não é fator clássico e específico cobrado para esse desfecho, por isso corresponde à alternativa D.

Tema central: Pseudoartrose do escafoide
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada como exceção porque fratura com desvio maior que 1 mm é fator clássico de pseudoartrose do escafoide. O desvio representa instabilidade mecânica e pior contato entre os fragmentos, o que dificulta a consolidação.
B
Errada
Está errada como exceção porque o fumo é fator reconhecido de pior consolidação óssea. O tabagismo compromete a microcirculação e a atividade osteoblástica, aumentando o risco de não união.
C
Errada
Está errada como exceção porque fratura no polo proximal tem maior risco de pseudoartrose. O fundamento é a vascularização retrógrada do escafoide, que torna o fragmento proximal mais vulnerável à isquemia e à não consolidação.
D
Certa
Diabetes pode se associar de modo genérico a pior cicatrização em vários contextos, mas não é fator clássico, específico e decisivo de risco para pseudoartrose do escafoide na leitura cobrada pela questão. Já as demais alternativas correspondem a fatores ortopédicos consolidados para não consolidação do escafoide, ligados a instabilidade do foco, comprometimento vascular local, pior biologia de consolidação e atraso terapêutico.
E
Errada
Está errada como exceção porque início de tratamento após mais de 4 semanas caracteriza atraso terapêutico, fator reconhecidamente desfavorável para consolidação do escafoide. A manutenção de mobilidade no foco e a demora na estabilização aumentam o risco de não união.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de generalizar comorbidades sistêmicas como se tivessem o mesmo peso dos fatores clássicos específicos do escafoide; o erro é marcar diabetes e esquecer que o que define o risco nesse osso são sobretudo desvio, vascularização do polo proximal, tabagismo e atraso no tratamento.
Dica para questões semelhantes
  • Em escafoide, procure primeiro fatores locais de não consolidação: desvio, localização proximal e atraso no manejo.
  • Lembre que o polo proximal tem pior prognóstico por causa da vascularização retrógrada.
  • Não coloque comorbidade sistêmica inespecífica no mesmo nível dos fatores clássicos específicos se a questão cobrar exceção.

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