Na Doença Renal Crônica (DRC), deve-se administrar calcitri...

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Q3366399 Medicina
Na Doença Renal Crônica (DRC), deve-se administrar calcitriol quando
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Tema central da questão: A questão aborda o manejo dos distúrbios mineral e ósseo na Doença Renal Crônica (DRC), com foco na indicação de calcitriol para o tratamento do hiperparatireoidismo secundário (HPTS) associado à DRC.

Justificativa para a alternativa correta (E): O calcitriol é um análogo ativo da vitamina D indicado quando o PTH está elevado em pacientes com DRC, mesmo que os níveis de 25-OH-vitamina D estejam normais. O objetivo é suprimir a secreção excessiva de PTH, prevenindo complicações ósseas e cardiovasculares.

Segundo o PCDT para Distúrbio Mineral e Ósseo na DRC do Ministério da Saúde, página 34: "A terapia com análogos da vitamina D está indicada se o PTHi permanecer acima da meta após corrigir hipocalcemia e hiperfosfatemia." Portanto, caso o paciente mantenha PTHi elevado e a vitamina D já esteja normal, utiliza-se calcitriol para controle do HPTS.

Análise das alternativas incorretas:

A) Não se deve iniciar calcitriol em pacientes com hiperfosfatemia, pois pode haver agravamento desse distúrbio. O PCDT (página 35) orienta a corrigir fósforo elevado antes de se considerar o uso de vitamina D ativa.
B) Se o paciente apresenta cálcio > 10,2 mg/dL, o risco de hipercalcemia contraindica o uso de calcitriol.
C) Quando há 25-OH-Vitamina D < 20 ng/mL, o tratamento inicial é com suplementação de vitamina D nativa (colecalciferol), e não calcitriol.
D) Com o PTH abaixo da meta para o estágio da DRC, o paciente pode evoluir para doença óssea adinâmica se receber calcitriol, por isso, não é indicado.

Dica estratégica: Fique atento a pegadinhas em provas: muitas vezes, a chave está na sequência do tratamento. Primeiro corrigem-se distúrbios de cálcio e fósforo, depois avalia-se a necessidade do calcitriol, sempre observando os riscos de hipercalcemia e hiperfosfatemia.

Referências: Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Distúrbio Mineral e Ósseo na Doença Renal Crônica (pág. 34-35); Diretrizes Brasileiras de Prática Clínica para o Distúrbio Mineral e Ósseo na DRC da Criança; UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine.

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