São infecções pré-natais que podem determinar a cesariana co...

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Q3910955 Medicina
São infecções pré-natais que podem determinar a cesariana como a via de parto, a fim de evitar a transmissão vertical:
I. Hepatite B.
II. Herpes genital.
III. Infecção pelo estreptococo do grupo B.
IV. Infecção pelo HTLV I/II.
Quais estão corretas? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério decisivo é identificar quais infecções podem determinar a cesariana para reduzir transmissão vertical: o herpes genital com lesões ativas ou pródromos no parto é indicação clássica de cesariana; a hepatite B não exige cesariana de rotina, pois a prevenção principal é a imunoprofilaxia neonatal; o estreptococo do grupo B também não indica cesariana, sendo prevenido com antibioticoprofilaxia intraparto quando indicada; e, para compatibilizar o gabarito oficial, o HTLV I/II é aceito pela banca como condição que pode determinar cesariana.

Tema central: Cesariana e transmissão vertical
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque inclui hepatite B. Na hepatite B, a prevenção da transmissão vertical se baseia em imunoprofilaxia neonatal imediata com vacina e imunoglobulina, não em cesariana de rotina apenas por esse diagnóstico. Além disso, exclui o HTLV I/II, que precisa ser aceito para sustentar o gabarito oficial.
B
Errada
Está errada porque reúne duas condições sem indicação clássica de cesariana para prevenir transmissão vertical. Na hepatite B, a medida decisiva é a imunoprofilaxia neonatal; no estreptococo do grupo B, a prevenção da infecção neonatal precoce é feita com antibioticoprofilaxia intraparto conforme critérios. Nenhuma das duas, isoladamente, determina cesariana de rotina por esse motivo.
C
Certa
A alternativa C é a compatível com a lógica cobrada pela banca. O herpes genital é a indicação obstétrica clássica entre os itens listados, porque lesões ativas ou pródromos no parto aumentam o risco de transmissão neonatal por contato com secreções infectadas, e a cesariana reduz essa exposição. Já o HTLV I/II, embora tenha como principal medida preventiva a evitação do aleitamento, foi incluído pela banca entre as condições que podem determinar cesariana para reduzir transmissão vertical. Como hepatite B e estreptococo do grupo B não têm cesariana de rotina como estratégia preventiva principal, sobram II e IV.
D
Errada
Está errada porque mantém o estreptococo do grupo B, que não indica cesariana, e retira justamente o herpes genital, que é a condição mais clássica da lista para indicação de cesariana quando ativa no parto. O erro é trocar uma situação manejada com antibiótico intraparto por outra em que a via de parto é decisiva.
E
Errada
Está errada porque, embora acerte herpes genital e acompanhe a leitura da banca para HTLV I/II, volta a errar ao incluir hepatite B. A transmissão vertical do HBV não torna a cesariana uma medida rotineira de prevenção; o fundamento preventivo correto é a imunoprofilaxia do recém-nascido.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre infecção com possibilidade de transmissão vertical e infecção que realmente muda a via de parto. Hepatite B e GBS transmitem, mas isso não significa indicação de cesariana; o ponto mais sensível é o HTLV I/II, cuja principal prevenção clássica é evitar amamentação, embora a banca o tenha aceitado no conjunto das condições que podem determinar cesariana.
Dica para questões semelhantes
  • Separe infecção transmissível de infecção que efetivamente indica mudança da via de parto.
  • Para hepatite B, pense primeiro em imunoprofilaxia neonatal, não em cesariana de rotina.
  • Para estreptococo do grupo B, o mecanismo preventivo é antibioticoprofilaxia intraparto, não escolha da via abdominal.
  • Herpes genital ativo ou com pródromos no parto é o item clássico em que a cesariana reduz transmissão neonatal.

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