Iamamoto (2001) coloca que o movimento de reconceituação representou a primeira aproximação do Serviço Social
a uma tradição cultural estranha ao seu desenvolvimento, a tradição marxista. Esta chega ao universo do Serviço
Social por meio de duas “portas de entrada”, pela prática política de segmentos profissionais e estudantes,
informada pela vulgarização marxista, portadora de um universo teórico radicalmente eclético, onde o maior
ausente era o próprio Marx; por um “marxismo” que veiculava uma visão fatorialista e evolucionista da história.
Isso se traduziu em um Serviço Social como uma sobrevalorização idealizada das possibilidades revolucionárias da
profissão. Tais questões repercutem fortemente no Código de Ética do Assistente Social de 1986.