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Q3910952 Medicina
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os seguintes achados laboratoriais na presença de amenorreia secundária às suas respectivas hipóteses diagnósticas.

Coluna 1
1. Sulfato de dehidroepiandrosterona (SDHEA) elevado.
2. Hormônio antimulleriano elevado.
3. FSH e LH reduzidos.
4. 17(OH) progesterona elevada.

Coluna 2
(   ) Síndrome dos ovários policísticos.
(   ) Hiperplasia suprarrenal congênita forma não clássica.
(   ) Hiperprolactinemia.
(   ) Tumor de suprarrenal.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A resolução depende de reconhecer que AMH elevado favorece SOP, 17-OH progesterona elevada aponta para hiperplasia suprarrenal congênita não clássica, FSH e LH reduzidos são compatíveis com hiperprolactinemia e SDHEA elevado sugere origem adrenal do hiperandrogenismo; entre as alternativas da questão, essa última se encaixa melhor em tumor de suprarrenal. Isso determina a sequência 2–4–3–1.

Tema central: Amenorreia secundária e marcadores hormonais
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a única que respeita os vínculos laboratoriais clássicos cobrados. Na SOP, o AMH tende a estar elevado pelo aumento do número de folículos antrais pequenos, portanto SOP corresponde ao item 2. Na hiperplasia suprarrenal congênita não clássica, a deficiência parcial de 21-hidroxilase leva ao acúmulo de 17-OH progesterona, portanto corresponde ao item 4. Na hiperprolactinemia, a prolactina elevada inibe a secreção pulsátil de GnRH e reduz secundariamente FSH e LH, portanto corresponde ao item 3. Já o SDHEA é predominantemente de origem adrenal, de modo que sua elevação sugere produção androgênica suprarrenal; entre as opções dadas, isso se encaixa em tumor de suprarrenal, item 1.
B
Errada
Troca duas associações decisivas. Hiperplasia suprarrenal congênita não clássica não é identificada classicamente por SDHEA elevado, e sim por 17-OH progesterona elevada, que reflete o bloqueio enzimático da esteroidogênese. Em sentido oposto, tumor de suprarrenal não se correlaciona aqui com 17-OH progesterona elevada; o marcador mais compatível entre as opções é SDHEA elevado por indicar fonte adrenal de androgênios.
C
Errada
Erra ao ligar SOP a 17-OH progesterona elevada, marcador característico de hiperplasia suprarrenal congênita não clássica, e ao ligar essa hiperplasia a AMH elevado, que é o achado mais associado à SOP pela maior população folicular antral. A questão exige justamente distinguir duas causas de amenorreia e hiperandrogenismo por seus marcadores específicos.
D
Errada
Repete o erro de deslocar 17-OH progesterona elevada para SOP e SDHEA elevado para hiperplasia suprarrenal congênita não clássica. O primeiro exame aponta para bloqueio da 21-hidroxilase; o segundo sugere origem adrenal do hiperandrogenismo, sendo a melhor correspondência, entre as opções dadas, o tumor de suprarrenal.
E
Errada
Associa SOP a SDHEA elevado e tumor de suprarrenal a AMH elevado, invertendo marcadores de origem distinta. SDHEA é marcador de produção androgênica adrenal, não de morfologia folicular ovariana. AMH elevado, por sua vez, relaciona-se ao aumento de folículos antrais típico da SOP e não a tumor adrenal.
Pegadinha da questão
A banca explora a semelhança clínica entre SOP e hiperplasia suprarrenal congênita não clássica, ambas com amenorreia/anovulação e hiperandrogenismo, mas o discriminador laboratorial é diferente: AMH favorece SOP e 17-OH progesterona favorece hiperplasia suprarrenal congênita não clássica; além disso, SDHEA elevado deve ser lido como marcador de origem adrenal, não ovariana.
Dica para questões semelhantes
  • Em amenorreia com hiperandrogenismo, se o marcador destacado for 17-OH progesterona, pense em hiperplasia suprarrenal congênita não clássica por bloqueio da esteroidogênese.
  • Se o exame-chave for AMH elevado, entre opções semelhantes isso favorece SOP por aumento de folículos antrais pequenos.
  • Gonadotrofinas baixas em amenorreia apontam para mecanismo central; na lista desta questão, isso corresponde à hiperprolactinemia por inibição de GnRH.
  • SDHEA alto deve ser interpretado como pista de origem adrenal do androgênio; nesta montagem, isso direciona para tumor de suprarrenal.

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