Qual anti-hipertensivo a seguir é dialisável?
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Tema central da questão: O foco do enunciado é farmacocinética dos anti-hipertensivos em pacientes em hemodiálise, ou seja, quais fármacos são efetivamente removidos pelas sessões dialíticas. Esse entendimento é fundamental tanto para a eficácia do controle pressórico quanto para a segurança do paciente renal crônico.
Justificativa da alternativa correta (B – β-bloqueadores):
Entre os anti-hipertensivos, β-bloqueadores como atenolol e metoprolol destacam-se por serem dialisáveis. A razão é que possuem baixo peso molecular, baixa ligação às proteínas plasmáticas e pequeno volume de distribuição – características que facilitam sua remoção pela diálise. Por exemplo, o atenolol é classicamente reduzido em até 50% após uma sessão. Segundo o Protocolo Clínico do HCFMB: “Dos beta-bloqueadores, preferir os cardiosseletivos, no caso metoprolol e atenolol...”
Além disso, atenolol, por ser excretado principalmente por via renal, pode se acumular em função da insuficiência renal. A dialisabilidade permite ajustar o esquema terapêutico para evitar toxicidade e manter o controle da pressão arterial.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Bloqueadores do receptor da Angio II (BRA): Apresentam alta ligação proteica e amplo volume de distribuição, tornando-os pouco dialisáveis.
- C) Anlodipina e D) Verapamil: Ambos são bloqueadores de canal de cálcio com alta ligação às proteínas e volume de distribuição, portanto não são removidos de forma significativa na diálise.
- E) Clonidina: Apresenta volume de distribuição elevado, o que limita também sua remoção pela diálise. Seu efeito pressórico, aliás, pode ser imprevisível em contexto dialítico.
Dica de leitura e estratégia de prova: Fique atento a palavras-chave como "baixo peso molecular", "ligação proteica" e "volume de distribuição", pois elas costumam sinalizar a dialisabilidade de fármacos. Uma armadilha comum é pensar que todos de uma classe são iguais (ex: carvedilol não é dialisável, diferente do atenolol).
Resumo: Os β-bloqueadores, especialmente atenolol e metoprolol, são os principais anti-hipertensivos dialisáveis – conceito respaldado por protocolos brasileiros e evidências internacionais (UpToDate; Harrison’s, 21ª ed.). A escolha adequada reduz riscos e melhora o prognóstico do paciente em diálise.
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