No manejo de doenças crônicas no idoso, a abordagem deve se...
I. O manejo de pacientes idosos com diabetes mellitus tipo 2 deve considerar o risco aumentado de hipoglicemia, especialmente em pacientes com função renal comprometida, sendo preferíveis fármacos como inibidores de DPP-4 ou agonistas do GLP-1, que apresentam menor risco de episódios hipoglicêmicos (ADA, 2022).
II. Em idosos com hipertensão arterial, as metas de pressão arterial são mais flexíveis em relação a adultos jovens, com a recomendação de manutenção da pressão sistólica entre 139-149 mmHg para idosos frágeis, conforme diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC, 2021).
III. A síndrome da fragilidade em idosos é caracterizada por perda de peso não intencional, exaustão, baixa atividade física, lentidão e fraqueza, sendo um preditor de hospitalizações e mortalidade elevada, conforme estudos de Fried et al. (2001).
Assinale a alternativa correta:
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Gabarito comentado
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Alternativa correta: C - Apenas as proposições I e III estão corretas.
Tema central da questão: O tema central da questão é o manejo de doenças crônicas em idosos, com foco na adaptação do tratamento às necessidades específicas dessa população. Esse tema envolve conhecimentos sobre polifarmácia, risco de complicações e características das doenças crônicas nos idosos, como o diabetes, hipertensão e síndrome da fragilidade.
Para resolver esta questão, o aluno precisa compreender como as abordagens médicas devem ser ajustadas quando se trata de pacientes idosos, considerando seus riscos específicos e a prevalência de condições como a fragilidade.
Justificativa da alternativa correta:
Proposição I: Esta proposição está correta. No manejo de idosos com diabetes mellitus tipo 2, é importante considerar o risco de hipoglicemia, especialmente em pacientes com função renal comprometida. O uso de inibidores de DPP-4 ou agonistas do GLP-1 é favorecido por apresentarem menor risco de causar hipoglicemia, conforme mencionam as diretrizes da ADA (American Diabetes Association) de 2022.
Proposição III: Esta proposição também está correta. A síndrome da fragilidade é uma condição reconhecida por características como perda de peso não intencional, exaustão, baixa atividade física, lentidão e fraqueza. É um importante preditor de hospitalizações e mortalidade elevada, conforme estudos de Fried et al. realizados em 2001.
Análise das alternativas incorretas:
Proposição II: Esta proposição é incorreta. Embora as diretrizes de manejo da hipertensão em idosos preconizem metas de pressão arterial mais flexíveis, o intervalo de 139-149 mmHg para pressão sistólica em idosos frágeis não está de acordo com as diretrizes mais atuais da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) de 2021, que indicam valores diferentes.
As alternativas A, B e E são incorretas porque incluem a proposição II como correta, o que não é o caso. A alternativa D é incorreta porque afirma que todas as proposições estão corretas, o que também é inválido devido ao erro na proposição II.
Conclusão: Ao analisar cuidadosamente cada proposição, identificamos que somente as proposições I e III são verdadeiras dentro do contexto apresentado. Assim, a alternativa C é a correta.
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Pontos importantes sobre as metas de pressão arterial em idosos:
- Idosos hígidos: A meta geral recomendada para idosos hígidos (em bom estado de saúde) é manter a pressão arterial inferior a 140/90 mmHg.
- Idosos com mais de 80 anos: Para idosos com mais de 80 anos, as diretrizes podem considerar a manutenção de uma pressão sistólica inferior a 150 mmHg, mas a tolerância do indivíduo é um fator crucial.
- Idosos frágeis: Para idosos frágeis, que são um grupo mais vulnerável, o foco é na segurança e na qualidade de vida. A aplicação de metas mais rígidas pode ser benéfica, porém é essencial que sejam bem toleradas pelo indivíduo, evitando efeitos adversos no tratamento.
- Individualização: É fundamental que a definição das metas de tratamento seja individualizada, levando em consideração a idade, o estado de saúde geral, a fragilidade, a presença de comorbidades e a tolerância do idoso ao tratamento, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
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