Na dissecção aórtica aguda, NÃO é considerado um preditor i...
Gabarito comentado
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Vamos analisar a questão relacionada à dissecção aórtica aguda, uma emergência médica grave caracterizada pela separação das camadas da parede aórtica devido a uma laceração na camada íntima. Essa condição pode levar a complicações fatais se não for tratada rapidamente.
A pergunta busca identificar o que não é um preditor independente de mau prognóstico na dissecção aórtica. Vamos explorar cada alternativa:
Alternativa E - Tipo B de Stanford (Gabarito):
Na classificação de Stanford, a dissecção aórtica é dividida em tipo A (envolvendo a aorta ascendente) e tipo B (não envolvendo a aorta ascendente). O tipo B de Stanford geralmente tem um prognóstico melhor comparado ao tipo A, que é mais grave devido ao risco de complicações como tamponamento cardíaco e insuficiência aórtica aguda. Assim, o tipo B não é considerado um preditor independente de mau prognóstico, confirmando essa alternativa como correta.
Análise das alternativas incorretas:
Alternativa A - Envolvimento coronariano:
O envolvimento das artérias coronárias pode levar a isquemia miocárdica ou infarto do miocárdio, complicando significativamente a condição do paciente. Isso é, de fato, um preditor de mau prognóstico.
Alternativa B - Hipotensão ou choque na apresentação:
Hipotensão ou choque indica má perfusão sistêmica e possível tamponamento cardíaco, ambos associados a um prognóstico ruim devido ao risco de falência de múltiplos órgãos. Portanto, é um preditor de mau prognóstico.
Alternativa C - Comprometimento de órgãos-alvo:
O comprometimento de órgãos-alvo como o rim, cérebro ou medula espinhal sugere que a dissecção está afetando o suprimento sanguíneo desses órgãos, aumentando o risco de complicações graves e resultando em um prognóstico desfavorável.
Alternativa D - Diâmetro aórtico >5 cm na apresentação:
Um diâmetro aórtico aumentado está associado a uma maior probabilidade de ruptura aórtica, o que é uma complicação letal. Assim, também é considerado um preditor de mau prognóstico.
Ao interpretar questões de concurso, é essencial compreender a fisiopatologia subjacente e as classificações relevantes, como a de Stanford, para fazer a escolha correta. Espero que essa explicação tenha ajudado a esclarecer o raciocínio por trás da resposta correta.
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