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Ano: 2016 Banca: FAU Órgão: JUCEPAR - PR Prova: FAU - 2016 - JUCEPAR - PR - Administrador |
Q630764 Economia
Várias teorias compõem o que chamamos de administração financeira. Dentre elas, destaca-se a Teoria Modigliani e Miller de 1958, conhecida como a Teoria MM. Esta trata especificamente:
Alternativas

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A alternativa correta é a D - Da Estrutura de Capital.

Vamos explorar o tema central da questão para melhor compreensão:

A Teoria Modigliani e Miller (Teoria MM), introduzida em 1958 por Franco Modigliani e Merton Miller, é uma das mais influentes no campo da administração financeira. Esta teoria trata especificamente da estrutura de capital das empresas. Segundo Modigliani e Miller, em um mercado perfeito, sem impostos, custos de falência ou assimetria de informação, o valor de uma empresa não é afetado por sua estrutura de capital, ou seja, a proporção de dívida e patrimônio não altera o valor total da empresa.

O entendimento dessa teoria é crucial para um administrador, pois ele frequentemente lida com decisões sobre financiamento e investimento, buscando otimizar o valor da empresa. A compreensão da estrutura de capital ajuda na escolha entre financiamento por dívida ou por emissão de ações, considerando o impacto no custo e risco para a empresa.

Justificativa da alternativa correta:

A alternativa D está correta porque a Teoria MM é, de fato, uma análise de como a estrutura de capital (a relação entre dívida e capital próprio) influencia o valor da empresa. Este é o cerne da teoria de Modigliani e Miller, que desafia a visão de que a forma como uma empresa é financiada pode impactar seu valor intrínseco.

Análise das alternativas incorretas:

  • A - Dos Índices de Endividamento: Embora índices de endividamento estejam relacionados à estrutura de capital, a teoria MM não se concentra especificamente nesses índices, mas sim no impacto geral da estrutura de capital sobre o valor da empresa.
  • B - Da Análise da DMPL: A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) é um relatório contábil que descreve as mudanças no patrimônio de uma empresa, mas não é o foco da Teoria MM.
  • C - Das finanças de curto prazo: A Teoria MM não está relacionada a finanças de curto prazo, mas sim a decisões de estrutura de capital, que têm implicações de longo prazo.
  • E - Do Fluxo de Caixa: Embora o fluxo de caixa seja um importante aspecto financeiro, a Teoria MM não se foca nele, mas sim na estrutura de capital e seu impacto no valor da empresa.

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Comentários

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Gab. D

 

"Modigliani e Miller foram pioneiros em tirar a análise da estrutura de capital de um ambiente em que as empresas escolhiam seus níveis de endividamento baseadas em empresas concorrentes. Eles também chamaram a atenção para o impacto que as boas decisões de investimento tinham sobre a empresa. Uma empresa que investe em projetos pobres não pode esperar recuperar o valor perdido ao tomarem melhores decisões de investimento; uma empresa que investe em bons projetos terá sucesso em criar valor, mesmo se usar o nível de endividamento errado.

Na prática, os administradores financeiros parecem considerar mais a flexibilidade financeira e a potencial perda de valor das ações do que os custos de falência e os impostos sobre nas suas decisões de estrutura de capital."

 

Fonte: http://aulasdefinancas.blogspot.com.br/2014/09/estrutura-de-capital.html

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (DMPL)

 

A elaboração da Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) é facultativa e, de acordo com o artigo 186, parágrafo 2º, da Lei das S/A, a Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) poderá ser incluída nesta demonstração.

 

A DMPL uma demonstração mais completa e abrangente, já que evidencia a movimentação de todas as contas do patrimônio líquido durante o exercício social, inclusive a formação e utilização das reservas não derivadas do lucro.

 

MUTAÇÕES NAS CONTAS PATRIMONIAIS

 

As contas que formam o Patrimônio Líquido podem sofrer variações por inúmeros motivos, tais como:

 

1 - Itens que afetam o patrimônio total:

a) acréscimo pelo lucro ou redução pelo prejuízo líquido do exercício;

b) redução por dividendos;

c) acréscimo por reavaliação de ativos (quando o resultado for credor);

d) acréscimo por doações e subvenções para investimentos recebidos;

e) acréscimo por subscrição e integralização de capital;

f) acréscimo pelo recebimento de valor que exceda o valor nominal das ações integralizadas ou o preço de emissão das ações sem valor nominal;

g) acréscimo pelo valor da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição;

h) acréscimo por prêmio recebido na emissão de debêntures;

i) redução por ações próprias adquiridas ou acréscimo por sua venda;

j) acréscimo ou redução por ajuste de exercícios anteriores.

 

2 - Itens que não afetam o total do patrimônio:

a) aumento de capital com utilização de lucros e reservas;

b) apropriações do lucro líquido do exercício reduzindo a conta Lucros Acumulados para formação de reservas, como Reserva Legal, Reserva de Lucros a Realizar, Reserva para Contingência e outras;

c) reversões de reservas patrimoniais para a conta de Lucros ou Prejuízos acumulados;

d) compensação de Prejuízos com Reservas.

 

PROCEDIMENTOS A SEREM SEGUIDOS

 

A elaboração da Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido é relativamente simples, pois basta representar, de forma sumária e coordenada, a movimentação ocorrida durante o exercício nas diversas contas do Patrimônio Líquido, isto é, Capital, Reservas de Capital, Reservas de Lucros, Reservas de Reavaliação, Ações em Tesouraria e Lucros ou Prejuízos Acumulados.

 

Utiliza-se uma coluna para cada uma das contas do patrimônio da empresa, incluindo uma conta total, que representa a soma dos saldos ou transações de todas as contas individuais. Essa movimentação deve ser extraída das fichas de razão dessas contas.

 

As transações e seus valores são transcritos nas colunas respectivas, mas de forma coordenada.

 

Por exemplo, se temos um aumento de capital com lucros e reservas, na linha correspondente a essa transação, transcreve-se o acréscimo na coluna de capital pelo valor do aumento e, na mesma linha, as reduções nas contas de reservas e lucros utilizadas no aumento de capital pelos valores correspondentes

Índices de Endividamento

Estes índices revelam o grau de endividamento da empresa. A análise desse indicador por diversos exercícios mostra a política de obtenção de recursos da empresa. Isto é, se a empresa vem financiando o seu Ativo com Recursos Próprios (Patrimônio Liquido) ou de Terceiros (Passivo Circulante + Exigível a Longo Prazo) e em que proporção. Na Análise do Endividamento há necessidade de detectar as características deste indicador:

 

1) Empresas que recorrem a dívidas como um complemento de Capitais Próprios para realizar aplicações produtivas no seu Ativo(ampliação, expansão, modernização, etc.). Este endividamento é sadio, mesmo sendo um tanto elevado, pois as aplicações produtivas deverão gerar recursos para saldar o compromisso assumido.

 

2) Empresas que recorrem a dívidas para pagar outras dívidas que estão vencendo. Por não gerarem recursos para saldar os seus compromissos, elas recorrem a empréstimos sucessivos. Permanecendo este círculo vicioso, a empresa será uma séria candidata à insolvência e, conseqüentemente, à falência.

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