Um recém-nascido prematuro está internado na UTI neonatal há...

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Ano: 2023 Banca: IBFC Órgão: EBSERH Prova: IBFC - 2023 - EBSERH - Médico - Neonatologia |
Q2637580 Medicina

Um recém-nascido prematuro está internado na UTI neonatal há 2 semanas e tem idade corrigida de 29 semanas e 3 dias. Possui um acesso venoso central de inserção periférica há 10 dias, está em CPAP nasal e iniciou nas últimas 24 horas episódios de apneia, hiperglicemia e aumento na necessidade de temperatura da incubadora para manter normotermia. A partir dessas informações, assinale a alternativa correta.

Alternativas

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Tema central da questão: A questão aborda a infecção neonatal tardia (ocorrendo após 48-72h de vida) em recém-nascido prematuro extremo, utilizando quadro clínico e fatores de risco típicos da prática em UTI neonatal.

Justificativa para a alternativa correta (C):

A alternativa C é a correta e exige atenção aos dois principais fatores de risco para infecção neonatal tardia (INT) apresentados:
- Prematuridade extrema (<30 semanas)
- Acesso venoso central (CVC) prolongado

Sintomas como apneia, hiperglicemia e instabilidade térmica em um RN prematuro internado há mais de 7 dias indicam fortemente potencial quadro infeccioso tardio. Segundo estudo caso-controle citado nas evidências científicas brasileiras, “prematuros menores que 30 semanas têm chance 5,62 vezes maior de desenvolver INT” e o “uso de CVC aumenta em 2,48 vezes a chance de infecção”. Portanto, diante deste contexto, a conduta inicial diante destes fatores de risco e sintomas é investigar infecção neonatal tardia.

Análise das alternativas incorretas:

  • A: Fala em “infecção neonatal precoce”, que ocorre em até 48h de vida e raramente é associada ao CVC; aqui já há 2 semanas, tratando-se de INFECÇÃO TARDIA.
  • B: Cita ventilação não-invasiva como principal fator de risco, porém o CVC é o fator predominante para infecções nosocomiais tardias.
  • D: Recomenda ampicilina e gentamicina (antibióticos de escolha para infecção precoce, normalmente associada ao canal de parto/geniturinário materno). Já na infecção tardia, são comuns patógenos hospitalares como Staphylococcus coagulase-negativo; escolha antibiótica deve cobrir essa flora.
  • E: Diz ser obrigatória a positividade de duas hemoculturas; errado. Em neonatologia, basta uma hemocultura + sintomas sugestivos para investigação e conduta inicial (Ministério da Saúde, manuais SBP).

Pontos-chave e estratégias para futuras questões:

Fique atento à definição precocidade vs. tardia da sepse neonatal, principais fatores de risco em prematuros (especialmente acesso vascular e tempo de internação), e não confunda protocolos de tratamento de infecção precoce com tardia.

Cuidado com pegadinhas: identificação do tempo de vida, fatores predisponentes, e flora bacteriana característica de cada categoria.

Referências: Estudos nacionais e internacionais, manuais da Sociedade Brasileira de Pediatria e protocolos de infectologia hospitalar reforçam esses conceitos.

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