Paciente do sexo masculino apresenta cirrose por HCV, Child...

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Q4070052 Medicina
Paciente do sexo masculino apresenta cirrose por HCV, Child A, endoscopia sem varizes esofágicas e sem encefalopatia hepática ou sangramento digestivo prévios. Nos exames de rastreio, foi diagnosticado nódulo hepático no lobo direito com 6,5 cm, compatível com CHC. A conduta mais adequada para esse caso é
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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O critério que decide a questão é a indicação de ressecção curativa no CHC localizado em cirrótico compensado sem hipertensão portal clinicamente significativa, associada ao limite de segurança do remanescente funcional no fígado doente. Como o enunciado traz paciente Child A, sem varizes esofágicas e sem descompensação, com lesão única de 6,5 cm, a conduta adequada é ressecção hepática; se o fígado remanescente funcional for menor que 40%, indica-se embolização portal prévia.

Tema central: Ressecção no CHC
Análise das alternativas
A
Errada
Transplante hepático não é a melhor resposta neste cenário. Apesar de ser tratamento curativo para CHC em cirróticos, o tumor único de 6,5 cm está fora do critério clássico de Milão, e o enunciado mostra boa função hepática e ausência de sinais de hipertensão portal clinicamente significativa, contexto que favorece ressecção como opção mais adequada entre as alternativas.
B
Errada
Ablação hepática está errada porque o tamanho tumoral de 6,5 cm reduz a chance de necrose completa e piora o controle local. Pela base, ablação tem melhor desempenho em tumores menores, tipicamente até 3 cm, não sendo a melhor terapia curativa principal para essa lesão.
C
Errada
Quimioembolização hepática está errada porque seu papel é o de terapia locorregional geralmente usada em doença intermediária ou não ressecável. Aqui existe possibilidade de tratamento curativo cirúrgico em paciente com tumor único ressecável e função hepática preservada, portanto TACE não é a conduta mais adequada.
D
Errada
A indicação de ressecção está correta, mas o critério de embolização portal prévia está errado. Em fígado cirrótico/doente, o ponto técnico classicamente aceito para indicar hipertrofia do remanescente é FRF < 40%, e não < 50%. O erro da alternativa está no limiar de segurança do remanescente funcional.
E
Certa
A alternativa E está correta porque o caso descreve um CHC único em paciente com cirrose compensada, reserva hepática preservada e sem sinais clínicos fornecidos de hipertensão portal clinicamente significativa, perfil compatível com tratamento curativo por ressecção hepática. O detalhe técnico que fecha o item é o remanescente hepático funcional em fígado cirrótico/doente: quando o FRF é < 40%, indica-se estratégia de hipertrofia do remanescente, como embolização portal, para reduzir o risco de insuficiência hepática pós-operatória.
Pegadinha da questão
A banca mistura duas decisões no mesmo item: reconhecer que a cirrose compensada sem sinais de hipertensão portal clinicamente significativa ainda permite ressecção e, depois, diferenciar D de E pelo corte correto do remanescente funcional no fígado doente, que é 40%.
Dica para questões semelhantes
  • Em CHC único, primeiro defina se há possibilidade de tratamento curativo pela combinação entre extensão tumoral e reserva hepática, e não apenas pelo diagnóstico de cirrose.
  • Ausência de varizes e de descompensação no enunciado costuma sinalizar perfil compatível com ressecção em cirrótico compensado.
  • Ablação perde força em tumores grandes; quimioembolização não substitui tratamento curativo quando a ressecção é viável.
  • Se a questão comparar ressecção com ou sem embolização portal em cirrótico, o dado decisivo costuma ser o FRF, com corte de 40% para fígado doente.

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