É claro que a gramática tem uma função sociocognitiva
relevante, desde que entendida como uma ferramenta que permite
uma melhor atuação comunicativa. O problema é fazer de uma
metalinguagem técnica e de uma análise formal o centro do
trabalho com a língua. Também não se deve reduzir a língua à
ortografia e às regras gramaticais. E nesse sentido, temos a ver
com uma correta identificação do que seja a gramática. O falante
deve saber flexionar os verbos e usar os tempos e os modos
verbais para obter os efeitos desejados; deve saber usar os artigos
e os pronomes para não confundir seu ouvinte; deve seguir a
concordância verbo-nominal naquilo que for necessário à boa
comunicação; e assim por diante. Mas ele não precisa justificar
com algum argumento por que faz isso ou aquilo nessas escolhas.
O falante de uma língua deve fazer-se entender e não explicar o
que está fazendo com a língua, ponto.
Luiz Antônio Marcuschi. Produção textual: análise de gêneros
e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008, p. 57.
De acordo com o texto CB2A1-I, a gramática deve ser
compreendida, sobretudo, como
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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