Sobre as recomendações do Ministério da Saúde para a infecçã...
Sobre as recomendações do Ministério da Saúde para a infecção latente pelo Micobacterium tuberculosis, analise as afirmativas abaixo.
I - Há evidências de que o uso de isoniazida por nove meses protege mais do que o uso por seis meses, principalmente em pacientes com HIV/AIDS.
II - Durante a gestação, recomenda-se postergar o tratamento profilático com isoniazida para após o parto, exceto se existe infecção pelo HIV concomitante.
III - Crianças que convivem com pacientes bacilíferos não vacinadas com BCG ou com qualquer condição imunossupressora devem receber tratamento profilático se o PPD for igual ou superior a 10 mm.
IV - Trabalhadores de instituições de longa permanência deverão ser tratados com isoniazida apenas se houver incremento superior a 10 mm no segundo PPD, em relação ao primeiro PPD.
Estão corretas as afirmativas
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Tema central: A questão aborda as recomendações do Ministério da Saúde para a infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB), tema fundamental na saúde pública por seu impacto na prevenção da tuberculose ativa, sobretudo em grupos de risco.
Comentário sobre o gabarito (Alternativa B):
Afirmativa I: Correta. Existem evidências sólidas de que o uso de isoniazida por nove meses é mais eficaz na prevenção da tuberculose do que seis meses, principalmente em pacientes com HIV/AIDS. Conforme o Protocolo do Ministério da Saúde (2021, p. 33): “Para PVHIV, a duração recomendada é de 9 meses.”
Afirmativa II: Correta. Durante a gestação, de fato recomenda-se postergar o início da isoniazida para após o parto, exceto se a paciente for HIV positiva, quando o risco de evoluir para tuberculose ativa justifica a profilaxia. O Ministério da Saúde reforça: “Em gestantes HIV positivas, a quimioprofilaxia não deve ser postergada.”
Afirmativa III: Incorreta. A recomendação para crianças contactantes de bacilíferos é instituir o tratamento da ILTB independentemente do resultado do PPD em menores de 5 anos ou imunossuprimidos, especialmente se sem BCG. Ou seja, não se exige que o PPD seja ≥10mm nesses contextos.
Afirmativa IV: Correta. Para trabalhadores de instituições de longa permanência, a indicação de tratamento considera o aumento do PPD igual ou maior que 10 mm no segundo teste em relação ao primeiro, respaldando a afirmativa.
Análise crítica das alternativas:
• Alternativa A: Inclui a III, que está incorreta (exige PPD ≥10mm indevidamente).
• Alternativa C: Considera a III e IV, mas apenas a IV está correta.
• Alternativa D: Julga todas corretas, mas a III está equivocada.
Estratégia de prova: Fique atento a termos como “independentemente do PPD” e a contextualização dos grupos de risco (menores de 5 anos, imunossuprimidos, gestantes HIV+).
Referência: Protocolo de Vigilância da ILTB, Ministério da Saúde (2021), páginas 27 a 36.
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