A assistência de enfermagem relacionada à alimentação envol...
Gabarito comentado
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Tema central: Assistência de enfermagem no suporte nutricional, com foco em posicionamento seguro, responsabilidades legais e boas práticas em dietas enteral e parenteral.
Alternativa correta: C — Manter a cabeceira elevada entre 30–45° durante a dieta enteral reduz o risco de regurgitação e broncoaspiração, especialmente em pacientes críticos, sedados ou com disfagia. Essa posição (semi-Fowler) favorece o esvaziamento gástrico e diminui refluxo. Diretrizes ASPEN/ESPEN e o UpToDate recomendam a elevação da cabeceira nesse intervalo como medida padrão de segurança; no paciente ventilado, essa medida também reduz pneumonia associada à ventilação (bundles de prevenção). No contexto brasileiro, é prática alinhada às recomendações da BRASPEN e a boas práticas assistenciais (ANVISA).
Por que as outras alternativas estão incorretas?
A) “Decúbito dorsal horizontal” para alimentação oral aumenta risco de engasgo/aspiração, sobretudo em idosos, disfágicos e neurológicos. O correto é sentado ou semi-Fowler (≥45°), com supervisão e técnicas de deglutição quando indicado. Referências: UpToDate (manejo da disfagia), bundles de segurança.
B) A enfermagem não pode iniciar ou administrar dieta enteral sem prescrição. O plano nutricional é definido por médico e/ou nutricionista, cabendo à enfermagem executar e monitorar conforme prescrição e protocolo institucional, registrando intercorrências. A ideia de “curto período” não existe em norma. Base: Código de Ética de Enfermagem/COFEN, rotinas assistenciais e diretrizes de terapia nutricional (BRASPEN/ASPEN).
D) Parenteral parcial (PPN) via cateter periférico não dispensa assepsia. Toda terapia parenteral exige técnica asséptica rigorosa, sistema fechado e monitorização para prevenir infecção de corrente sanguínea e flebite. As recomendações do CDC para prevenção de infecção relacionada a cateter e as boas práticas da ANVISA aplicam-se a cateteres periféricos e centrais.
Estratégia para a prova: Desconfie de termos absolutos como “dispensa cuidados” e “sem prescrição” — costumam contrariar normas. Em nutrição enteral, procure por elevação da cabeceira 30–45° como medida clássica de prevenção de aspiração.
Fontes essenciais para estudo: ASPEN/ESPEN (suporte nutricional enteral/parenteral); BRASPEN; UpToDate (enteral feeding and aspiration prevention); CDC 2017 (prevenção de infecção relacionada a cateter); boas práticas assistenciais da ANVISA.
Conclusão: A alternativa C está correta por alinhar-se às diretrizes de segurança na terapia enteral. As alternativas A, B e D contrariam recomendações técnicas e normativas.
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