Paciente do sexo masculino, 63 anos, tabagista, coronariopat...

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Q2041197 Medicina
Paciente do sexo masculino, 63 anos, tabagista, coronariopata já submetido a colocação de stent coronariano, com quadro de 3 meses de evolução de dispepsia. A endoscopia digestiva alta evidenciou lesão em mucosa gástrica, localizada na grande curvatura do antro e distando 5cm do piloro, de aproximadamente 1 cm de diâmetro, Borrmann I.
Ecoendoscopia mostrou estar restrita à mucosa gástrica e ter, na verdade, 1,5 cm de diâmetro, sem linfonodomegalias perigástricas. Procedida no mesmo ato endoscópico ressecção mucosa endoscópica, com retirada completa da lesão. Análise histopatológica revelou se tratar de adenocarcinoma moderadamente diferenciado, tipo intestinal de Lauren, sem invasão angiolinfática e com margens não-comprometidas.
Assinale a opção que indica a conduta correta.  
Alternativas

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Tema Central: A questão aborda o manejo de um paciente com adenocarcinoma gástrico diagnosticado através de endoscopia digestiva alta e ecoendoscopia. O conhecimento sobre o tratamento do câncer gástrico, principalmente em estágios iniciais, é essencial para a resolução da questão.

Justificativa para a Alternativa Correta (A - Observação):

O paciente apresentou um adenocarcinoma gástrico moderadamente diferenciado, restrito à mucosa gástrica, sem invasão angiolinfática, e com margens livres após ressecção endoscópica. De acordo com diretrizes para o tratamento de câncer gástrico inicial, quando a lesão é restrita à mucosa e completamente ressecada com margens livres, a observação é uma conduta aceitável.[1] Neste contexto, considerando que não há metástases linfonodais e a ressecção foi completa, a vigilância é indicada, evitando-se cirurgias mais invasivas desnecessariamente.

Análise das Alternativas Incorretas:

B - Ressecção gástrica atípica + linfadenectomia D1: Esta alternativa propõe uma abordagem cirúrgica mais invasiva do que o necessário para um tumor restrito à mucosa com margens livres, sem evidência de disseminação linfonodal.

C - Gastrectomia subtotal + linfadenectomia D1: Esta opção também é excessivamente invasiva para o estágio da doença apresentado. A gastrectomia subtotal é geralmente indicada para tumores mais avançados ou quando há envolvimento de linfonodos.

D - Gastrectomia subtotal + linfadenectomia D2: A linfadenectomia D2 é uma abordagem ainda mais extensa, indicada para câncer gástrico avançado, o que não é o caso deste paciente.

E - Gastrectomia total + linfadenectomia D2: Esta é a abordagem mais agressiva e é indicada para casos de câncer gástrico mais avançados ou quando há envolvimento significativo de linfonodos e estruturas adjacentes, o que não é aplicável aqui.

Diretrizes Relevantes: De acordo com as diretrizes do National Comprehensive Cancer Network (NCCN) e o livro de referência Harrison’s Principles of Internal Medicine, a vigilância ativa é uma abordagem recomendada para lesões gástricas iniciais completamente ressecadas.[2]

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Referências:

[1] NCCN Guidelines for Gastric Cancer. 2023.

[2] Harrison’s Principles of Internal Medicine, 20th Edition.

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Comentários

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A conduta correta é a observação, como indicado na alternativa A. O paciente apresentou um adenocarcinoma de mucosa gástrica, identificado precocemente e completamente ressecado pela mucosectomia endoscópica. Na análise histopatológica, não foi identificada invasão angiolinfática, e as margens não estavam comprometidas. A lesão foi classificada como Borrmann I, e a ecoendoscopia confirmou que estava restrita à mucosa gástrica, sem linfonodomegalias perigástricas. Esses achados indicam um estágio inicial do câncer gástrico e uma boa perspectiva de cura com a retirada completa da lesão. Portanto, a conduta mais adequada é monitorar o paciente com endoscopias regulares para detectar possíveis recidivas. A ressecção gástrica ou linfadenectomia não são necessárias nesse caso, pois há um risco maior de complicações do que de benefícios.

Moderadamente diferenciado não quebra os critérios???

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