Paciente de 78 anos, sexo masculino, tabagista, previamente ...
Assinale a opção que indica a melhor conduta para este paciente.
Gabarito comentado
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Tema central: Trata-se de adenocarcinoma de esôfago distal em estágio T3N1M0 em paciente idoso com disfagia progressiva e perda ponderal importante. O foco da questão é a melhor conduta terapêutica baseado nas evidências e nas diretrizes recentes.
Justificativa da alternativa correta (D – Químio-radioterapia seguida de esofagectomia):
Segundo os protocolos internacionais, como o protocolo CROSS (Haverkamp et al., Ann Surg, 2017), para tumores localmente avançados de esôfago (≥T2 com N+ ou ≥T3), o tratamento padrão é a quimiorradioterapia neoadjuvante seguida da cirurgia. Essa abordagem (quimio + radio prévia e esofagectomia) aumenta a taxa de ressecção curativa (R0), reduz recidivas loco-regionais e melhora sobrevida global.
Corroborando essa conduta, o recente estudo ESOPEC (2025) mostrou superioridade da quimiorradioterapia inicial em relação apenas à quimioterapia na sobrevida e taxa de ressecção R0 em adenocarcinomas de esôfago localmente avançados.
Análise das alternativas incorretas:
A) Esofagectomia: A cirurgia isolada não é indicada para doença T3N1M0 pois apresenta menor sucesso de ressecção completa e prognóstico inferior.
B) Radioterapia seguida de esofagectomia: O padrão-ouro envolve a combinação de quimioterapia e radioterapia, já que a radioterapia isolada é menos eficaz.
C) Quimioterapia seguida de esofagectomia: Apenas quimioterapia (sem a radio) tem resposta inferior, como mostram os estudos comparativos recentes (ESOPEC).
E) Colocação de prótese por endoscopia: Conduta paliativa, reservada para casos inoperáveis, avançados ou com disfagia intratável, e não para intenção curativa em paciente potencialmente operável.
Pegadinhas e estratégias:
Observe que o examinador traz dados de estadiamento. Para doença localmente avançada, mas ainda sem metástase à distância (M0), sempre avalie condutas multimodais e busque as orientações das sociedades científicas (UpToDate; NCCN).
Resumo: Quimioterapia associada à radioterapia (neoadjuvante) seguida de esofagectomia é o padrão-ouro para adenocarcinoma de esôfago localmente avançado, de acordo com as melhores práticas e evidências internacionais.
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