O diagnóstico do autismo passou por diversas mudanças ao longo dos anos,
acompanhando os pressupostos conceituais hegemônicos. O autismo foi descrito pela
primeira vez por Leo Kanner, em 1943, como “Distúrbios autísticos do contato afetivo”, a
partir da análise de onze casos com patologia grave e condições singulares, que
englobava, além da inabilidade para estabelecer contato afetivo, comportamentos
obsessivos, ecolalia e estereotipia. Os manuais diagnósticos vigentes no século XXI são:
DSM-IV-TR e DSM-5, conduzidos pela APA; em transição CID-10 a CID-11,
coordenados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Para a definição do TEA considera-se os comprometimentos em três (3) principais áreas
funcionais, com sub-comprometimentos e comorbidades que definem seu espectro.
Sendo elas: