Paciente feminina, 43 anos, relata que há alguns meses vem ...
Assinale a opção que indica o diagnóstico mais provável.
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Tema central da questão: O foco está na interpretação clínica de quadros biliares agudos, especialmente no diagnóstico diferencial entre cólica biliar, colecistite aguda e outras patologias gastrointestinais.
Raciocínio clínico para a alternativa correta – C (Cólica biliar refratária):
O quadro descreve paciente com intolerância a gorduras, dor em hipocôndrio direito/epigástrio com irradiação dorsal, náuseas e vômitos persistentes há 12 horas. O ultrassom mostra cálculo impactado no infundíbulo (colo) da vesícula, parede discretamente espessada, mas sem sinais de processo inflamatório importante. Laboratorialmente, não há leucocitose nem febre, nem alterações de enzimas hepáticas, descartando inflamação sistêmica.
Destaque: O diagnóstico de “cólica biliar refratária” é adequado quando a dor persiste mesmo após a terapêutica habitual com antiespasmódicos e analgésicos, como ilustrado após uso de escopolamina, dipirona e cetoprofeno, obrigando o uso de opioide.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Colecistite aguda litiásica: Segundo as Guidelines de Tokyo 2018, ausência de febre, leucocitose e sinais sistêmicos afastam este diagnóstico. O leve espessamento isolado da parede, sem outros critérios clínicos, não confirma colecistite.
- B) Litíase da via biliar principal: Caracteriza-se por icterícia, elevação de enzimas hepáticas e, muitas vezes, febre, não presentes aqui. O cálculo visualizado está apenas na vesícula.
- D) Hepatite viral aguda: Típica por icterícia, aumento de transaminases e sintomas sistêmicos. Não há dados laboratoriais ou clínicos compatíveis.
- E) Úlcera péptica tenebrante: Cursa com dor epigástrica, mas ausência de relação temporal com gorduras, além de não explicar cálculo biliar e achados de ultrassom.
Como estratégia de prova, atenção ao tempo de evolução dos sintomas, à refratariedade à analgesia convencional e à ausência de sinais inflamatórios sistêmicos. Questões do tipo frequentemente trazem pegadinhas por achados de imagem isolados ou palavras de efeito, portanto, sempre correlacione clínica, laboratório e exame de imagem.
Citação de diretriz:
“O diagnóstico de colecistite aguda é baseado em sinais clínicos locais, sistêmicos de inflamação e achados de imagem compatíveis” (Guidelines de Tokyo 2018). Na ausência de critérios completos, não se deve fechar diagnóstico de colecistite aguda.
Resumo: O quadro é compatível com cólica biliar refratária, não havendo evidências clínicas ou laboratoriais para outras hipóteses destacadas.
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