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Q3509534 Técnicas em Laboratório
Para a limpeza de instrumentais contaminados, o profissional deve
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Tema central: escolha do EPI adequado para a limpeza de instrumentais contaminados, etapa de alto risco por exposição a material biológico, agentes químicos (detergentes/enzimáticos) e perfurocortantes. O foco aqui não é esterilidade do campo, e sim proteção do trabalhador com barreira de alta resistência mecânica.

Alternativa correta: C — usar luvas grossas de borracha. Essas luvas (nitrílicas/neoprene, de cano longo) têm maior espessura e resistência a corte/perfuração, além de melhor tolerância a químicos usados na limpeza. São recomendadas para a pré-limpeza e lavagem manual de instrumentais. Diretrizes da ANVISA (Manual de Processamento de Produtos para Saúde; RDC 15/2012) e da OMS/WHO (Decontamination and reprocessing of medical devices, 2016) indicam luvas de borracha de uso utilitário para essa etapa, em conjunto com óculos/face shield e avental impermeável. A NR-32 também exige EPI compatível com o risco.

Por que as demais estão incorretas?

A) Luvas de procedimento: são finas, descartáveis e com baixa resistência a perfurocortantes, adequadas para contato assistencial, não para fricção e manipulação de instrumentais sujos. Elevam o risco de acidentes e exposição.

B) Luvas estéreis: a esterilidade é irrelevante na fase suja. Embora estéreis, são igualmente finas e pouco resistentes à abrasão/corte. Além disso, há uso indevido de recurso sem ganho em segurança.

D) Usar apenas máscara: proteção respiratória isolada não previne cortes e contato dérmico com matéria orgânica e químicos. EPI incompleto contraria NR-32 e boas práticas.

E) Não usar luvas: frontalmente contrário às normas de biossegurança (NR-32; ANVISA). A limpeza é uma das etapas com maior risco ocupacional para acidentes com perfurocortantes.

Dica de prova (pegadinha): quando o enunciado mencionar “limpeza de instrumentais contaminados”, priorize resistência mecânica do EPI, não “esterilidade”. Associe “fase suja = proteção do trabalhador”.

Prática segura complementar: além das luvas grossas, recomenda-se avental impermeável, proteção ocular/face shield e calçado fechado. Sempre realizar pré-enxágue, escovação submersa com detergente enzimático e inspeção, conforme ANVISA/WHO.

Referências essenciais: ANVISA – Manual de Processamento de Produtos para Saúde (2012) e RDC 15/2012; NR-32 (MTE); WHO – Decontamination and reprocessing of medical devices for health-care facilities (2016).

Gabarito: C

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