As figuras de linguagem são recursos que tornam as ideias ma...
INSTRUÇÃO: Leia o trecho abaixo de artigo de Lya Luft – Seremos todos trouxas? – publicado na revista Veja de 30 de março de 2016, para responder à questão.
Tenho escolhido muito cuidadosamente minhas palavras nas tantas dezenas, já centenas, de artigos aqui publicados, para não ser diretamente ofensiva e jamais incorrer em alguma injustiça que poderia ter sido prevenida, pois pobre de quem quiser ser juiz de outro. Mas aos poucos as palavras começam a fugir dos arreios que a prudência lhes tem imposto, e reclamam, e se agitam, e se queixam, exigindo que as deixe brotar naturalmente. Por isso tenho me perguntado, e a algumas pessoas mais chegadas, diante dos absurdos que acontecem: somos mesmo um país de trouxas para nos tratarem assim? Que falta de noção, de ridículo, que falta de respeito, tanta empulhação feita e dita com cara séria e até frases de retórica, como se fôssemos uma manada de imbecis.
[...]
Não é possível que nós, o povo brasileiro – que, repito, não é constituído só de operários, sindicalistas,
despossuídos, explorados, mas de cada um dos que, como eu, trabalham para pagar suas contas e seus
impostos, labutam, se desgastam, correm, criam sua família, cuidam de seus amigos, e à noite perdem o sono
pensando no que será de nós – aceitemos o que está ocorrendo.
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Tema central: A questão trabalha figuras de linguagem, em especial o polissíndeto. Para fins de concursos de Português, é essencial reconhecer quando ocorre repetição intencional de conjunções coordenativas (sobretudo “e”) entre elementos, marcando ritmo e ênfase.
Alternativa correta: D
Na alternativa D encontramos: "..., e reclamam, e se agitam, e se queixam, ...". Neste trecho, a repetição da conjunção “e” cria um efeito de continuidade e ênfase nas ações, característica fundamental do polissíndeto.
Segundo Evanildo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa) e Cunha & Cintra (Nova Gramática do Português Contemporâneo), o polissíndeto consiste na repetição intencional das conjunções, diferenciando-se do assíndeto (que é a omissão dessas palavras).
Análise das alternativas incorretas:
A) "trabalham para pagar suas contas e seus impostos, labutam, se desgastam, correm...” – Aqui há uma enumeração fluida e o uso natural da conjunção “e”, mas não há repetição dela entre todos os termos. Este é um exemplo clássico de assíndeto.
B) “Não é possível que nós, o povo brasileiro – que, repito, não é constituído só de operários...” – O trecho apenas enumera termos, sem conjunções repetidas.
C) “Que falta de noção, de ridículo, que falta de respeito, tanta empulhação feita…” – Embora a conjunção “e” apareça, sua repetição não é sistemática nem dá ritmo de polissíndeto.
Dica do professor: Sempre que precisar identificar polissíndeto, busque trechos onde a mesma conjunção se repete diversas vezes entre os elementos da frase. Essa estratégia evita confusões com enumerações simples (assíndetos) ou com uso ocasional de conjunções.
Resumo: A alternativa D é a correta porque exemplifica o polissíndeto – repetição de conjunções para intensificar as ações. As demais, por não apresentarem essa repetição, estão erradas.
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O polissíndeto é a figura de linguagem que caracteriza-se pela repetição de um determinado conectivo entre palavras ou expressões, ou ainda entre orações sindéticas que constituem um período composto por coordenação — vale destacar que, na classificação das orações coordenadas, a simples designação “sindética” já indica a presença de conectivo. Essa figura de linguagem utiliza o excesso de elementos de ligação para enfatizar a ideia de acréscimo ou de sucessão.
D)que a prudência lhes tem imposto, e reclamam, e se agitam, e se queixam, exigindo que as deixe brotar naturalmente.
GAB:D
https://www.figurasdelinguagem.com/polissindeto/
Vote contra a Reforma Administrativa que irá prejudicar todos nós concurseiros.
Link para o site da votação da Câmara dos Deputados - Vote em DISCORDO TOTALMENTE
https://forms.camara.leg.br/ex/enquetes/2262083
Atenção. Não confundir a figura de linguagem POLISSÍNDETO com ASSÍNDETO.
POLISSÍNDETO: repetição do conectivo coordenativo.
ASSÍNDETO: OMISSÃO do conectivo coordenativo.
LETRA D
É a repetição de conectivos ligando termos da oração ou períodos. Normalmente, as conjunções coordenativas são repetidas, entre elas, o “e” é a mais comum.
O polissíndeto é uma figura de linguagem, ou seja, um recurso utilizado na linguagem oral e escrita que aumenta a expressividade da mensagem. O polissíndeto se refere ao uso excessivo e repetitivo de conjunções entre palavras e orações. As conjunções mais frequentemente repetidas são as conjunções coordenativas e, nem, ou.
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