“Devemos estar prevenidos contra duas formas de reducionismo...
GIDDENS, Anthony. A constituição da sociedade. 3. ed. São Paulo: WWF Martins Fontes, 2009.
Neste trecho, Anthony Giddens argumenta pela necessidade de uma concepção de ação social não reducionista, coerente com sua teoria da estruturação social, uma vez que, para Giddens:
Gabarito comentado
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Alternativa correta: C
Tema central: A questão testa o entendimento da teoria da estruturação de Anthony Giddens, especialmente a relação entre indivíduo (agência) e sociedade (estrutura). É essencial reconhecer que Giddens se opõe aos reducionismos que veem a sociedade como fruto exclusivo de estruturas preexistentes ou apenas da ação consciente dos indivíduos. O ponto central está na dupla influência entre ações humanas e estruturas sociais.
Resumo teórico: Segundo Giddens (A constituição da sociedade, 2009), estrutura e agência estão em uma relação de “dualidade”. Ou seja, as estruturas sociais são ao mesmo tempo resultado e condição das ações individuais. Este conceito é chave para compreender as mudanças e permanências sociais: os indivíduos são agentes reflexivos, capazes de modificar, manter ou criar estruturas sociais ao agir.
Justificativa da alternativa C:
A alternativa C está correta porque apresenta os pilares da teoria de Giddens: ação humana como fluxo (durée), agência em dualidade com a estrutura, sendo esta última entendida como matriz de recursos (regras e materiais) que podem ser manipulados, organizados e transformados pelos indivíduos. A dupla hermenêutica refere-se à interação entre estabilidade e mudança social, aspecto central da teoria da estruturação.
Análise das alternativas incorretas:
A) Erra ao propor apenas dois níveis de consciência (discursiva e prática), sem abordar a dualidade estrutura/agência e a capacidade transformadora dos agentes.
B) Apesar de trazer conceitos corretos, afirma que as estruturas são “anteriores” aos indivíduos. Para Giddens, estrutura e agência são simultâneas: não existe precedência absoluta.
D) Foca em “dupla hermenêutica entre agência e reflexividade”, misturando conceitos. Para Giddens, a dupla hermenêutica ocorre entre sociólogos e sociedade, e não entre agência e reflexividade.
E) Novamente coloca as estruturas como “sempre anteriores”, contrariando a ideia de co-produção (estruturação simultânea) central a Giddens.
Estrategicamente, atenção às palavras que apontam sequência temporal absoluta (“sempre anterior”, “resultados de estruturas sociais anteriores”), pois indicam reducionismo — exatamente o que Giddens critica.
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