De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde (2012) sã...
Leia o caso clínico a seguir para responder às questões de 21 e 22.
Gestante de 26 anos de idade, fez pré-natal de baixo risco em Unidade Básica de Saúde próximo à sua casa. Com 39 semanas e 4 dias de gestação, é admitida em trabalho de parto na maternidade de referência. Antes do nascimento do bebê, o pediatra avalia, por meio do cartão de pré-natal e anamnese, a assistência pré-natal, que sabidamente tem efeito protetor para a saúde materna e a neonatal.
De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde (2012) são exames complementares de rotina realizados pela gestante no terceiro trimestre de gestação que o pediatra deve avaliar, exceto:
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Tema central: Esta questão aborda os exames complementares de rotina no terceiro trimestre do pré-natal, tema frequente em concursos para pediatria, pois o correto acompanhamento pré-natal reduz riscos perinatais e orienta condutas neonatais seguras. Saber o que é rotina evita condutas abusivas, exames desnecessários ou omissões terapêuticas.
Justificativa da alternativa correta:
A alternativa C) Teste de tolerância para glicose está correta como exceção. O TOTG (Teste Oral de Tolerância à Glicose) é recomendado rotineiramente entre 24 e 28 semanas para o rastreio de diabetes gestacional. Segundo o Ministério da Saúde (2012), seção “Teste de Tolerância Oral à Glicose (TOTG)”: “O TOTG não é útil para seguimento e não deve ser repetido, salvo situações excepcionais para confirmação diagnóstica no terceiro trimestre.” Portanto, sua repetição não é parte da rotina do terceiro trimestre.
Análise das alternativas incorretas:
A) Glicemia em jejum: Recomendada no início do pré-natal e pode ser repetida no terceiro trimestre para monitorização, principalmente se houver fatores de risco ou alteração prévia. Trata-se de exame de rotina, útil para rastrear/monitorar diabetes gestacional e complicações metabólicas.
B) Sorologia para hepatite B (HbsAg): Indicada no início do pré-natal, mas deve ser repetida no terceiro trimestre em situações de risco ou para gestantes não testadas previamente, conforme protocolos do Ministério da Saúde, para prevenir a transmissão vertical.
D) Urocultura e urina tipo I: Fundamental para o rastreamento de infecções urinárias assintomáticas, com recomendação de repetição ao longo da gestação (inclusive no terceiro trimestre) devido ao risco aumentado de pielonefrite, parto prematuro e baixo peso ao nascer.
Estratégia de prova e pegadinhas: Cuidado com termos como "rotina": muitos exames podem ser realizados em situações específicas, mas só são rotina quando preconizados para todas as gestantes, independentemente de risco. O enunciado reforça isso ao pedir o exame de exceção, exigindo atenção à leitura cuidadosa.
Referências e evidências: Protocolo do Ministério da Saúde (2012), manual pré-natal e pediatria (SBP, Nelson, Sinclair), além das recomendações supracitadas.
Conclusão: O exame não rotineiramente solicitado no 3º trimestre é o teste de tolerância para glicose (C).
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