Esse paciente retornou após 30 dias para reavaliação. Foram...

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Q4154243 Medicina
Leia o caso clínico a seguir para responder à questão.

Paciente do sexo feminino, de 43 anos, refere ter diagnóstico de asma desde os cinco anos de idade. Alega melhora dos sintomas por vários anos, mas há cerca de dois anos os sintomas estão frequentes. Apresenta chiado no peito, tosse seca, dispneia cerca de três vezes por semana, que piora ao contato com mofo, poeira, fumaça e mudança de tempo, associado com espirros e pruridos nasais. Faz uso de salbutamol nas crises, cerca de três vezes por semana. Refere acordar à noite com os mesmos sintomas pelo menos uma vez por semana. Não tem conseguido trabalhar por piora dos sintomas pulmonares. Não usa outras medicações, nega outras patologias prévias, nega tabagismo. Foi iniciado formoterol/ budesonida 12/400mcg duas vezes ao dia, orientado sobre adesão, técnica inalatória e controle ambiental, e solicitado exames laboratoriais.
Esse paciente retornou após 30 dias para reavaliação. Foram realizados questionários de controle da asma, e apresentou ACT e GINA 2020, respectivamente, oito pontos e dois pontos. Nesse caso, a melhor conduta nesse momento para o caso é: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Pelo GINA 2020, na asma não controlada após início de ICS/LABA, antes de intensificar o tratamento deve-se checar técnica inalatória, adesão, exposição a desencadeantes e comorbidades. Como a paciente retorna em 30 dias ainda muito mal controlada (ACT 8, GINA 2), sem confirmação de que esses fatores estejam adequados e com sinais de rinite alérgica associada, a conduta imediata é reavaliá-los antes de aumentar ou adicionar medicação.

Tema central: Asma não controlada
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. Manter apenas o esquema atual sem nova avaliação é inadequado porque a paciente segue francamente não controlada, com ACT 8, despertares noturnos e prejuízo ocupacional. O critério que exclui essa alternativa é que asma não controlada exige reavaliação estruturada e ajuste de manejo; simplesmente manter tudo como está configura inércia diante de descontrole importante.
B
Errada
Incorreta. Tiotrópio é terapia add-on de etapas posteriores e não a melhor conduta imediata neste retorno. Pelo GINA 2020, antes de considerar add-on em paciente com sintomas persistentes apesar de Step 4, é obrigatório revisar técnica inalatória, adesão, fatores desencadeantes e comorbidades. Portanto, a gravidade do descontrole não autoriza pular essa etapa e adicionar LAMA de imediato.
C
Errada
Incorreta. Aumentar a dose do corticoide inalatório pode ser considerado apenas se o mau controle persistir apesar de boa adesão e técnica correta, o que não foi demonstrado no caso. O erro da alternativa é tratar o descontrole após 30 dias como prova de falha farmacológica verdadeira, quando a diretriz manda primeiro excluir pseudo-descontrole por uso inadequado, exposições contínuas e comorbidades.
D
Certa
A alternativa D está correta porque aplica a sequência de manejo indicada na diretriz GINA 2020 para asma não controlada: antes de fazer step-up farmacológico, deve-se excluir pseudo-descontrole por baixa adesão, técnica inalatória inadequada, exposição ambiental persistente e comorbidades. O enunciado informa que a paciente foi orientada inicialmente, mas não confirma que esteja usando o inalador corretamente, aderindo ao tratamento ou com fatores associados controlados. Além disso, há sintomas nasais compatíveis com rinite alérgica, comorbidade que pode piorar o controle da asma.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de escalar automaticamente o tratamento porque o ACT está muito baixo. O ponto correto é que orientar no início não equivale a confirmar adesão e técnica adequadas no retorno; por isso, antes de aumentar dose ou acrescentar tiotrópio, deve-se revisar fatores modificáveis e comorbidades.
Dica para questões semelhantes
  • Se a asma segue não controlada após iniciar controlador, pense primeiro em pseudo-descontrole antes de fazer step-up.
  • Em questões baseadas no GINA, a checagem pré-escalonamento inclui técnica inalatória, adesão, exposição a gatilhos e comorbidades.
  • Sintomas de rinite alérgica no enunciado são pista de comorbidade que pode explicar controle ruim.
  • Tiotrópio e aumento de ICS só entram como próximos passos após tratamento otimizado e revisão dos fatores contribuintes.

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